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Em alta com anúncio de parceria, Lojas Americanas e BR Distribuidora passam a cair

25 fevereiro 2021 - 17h16Por Investing.com

Por Ana Julia Mezzadri, da Investing.com - Após passarem a maior parte do pregão em alta, apesar de viés negativo do Ibovespa, as ações de Lojas Americanas e BR Distribuidora, que anunciaram uma joint venture para a operação de lojas de conveniência nessa quinta-feira (25), mudaram de direção e passaram a cair.

Por volta das 16h45, o papel da BR Distribuidora (SA:BRDT3) tinha forte queda de 3,41%, a R$ 20,38, após ter atingido a máxima de R$ 21,68 ao longo do dia. A ação da Lojas Americanas (SA:LAME4) caía um pouco menos, perdendo 1,59%, a R$ 24,11, depois de máxima de R$ 25,44. O Ibovespa, por sua vez, tinha baixa de 2,18%, aos 113.149 pontos.

Em relatório de quinta-feira, o Goldman Sachs recomenda Compra para BR Distribuidora e para Lojas Americanas, com preços-alvo de, respectivamente, R$ 29,60 e R$ 34.

O anúncio da joint venture entre as duas companhias animou o mercado. A parceria tem como objeto a operação das lojas de conveniência dentro dos postos de gasolina por meio das redes Americanas Local e BR Mania. Somando a contribuição de ambas as bandeiras, o valor da empresa conjunta seria de até R$ 995 milhões, segundo o release.

Vale ressaltar que o acordo ainda depende da aprovação do Cade.

Para a transação, a Lojas Americanas desembolsaria até R$ 305 milhões, sendo R$ 252 milhões em investimentos na nova companhia e R$ 53 milhões em pagamentos para a BR Distribuidora. Na visão do Goldman Sachs, a proposta é especialmente positiva para a Lojas Americanas, pois abre um potencial pilar para a decolagem de sua operação de lojas de conveniência.

Atualmente, a Americanas tem 55 lojas de conveniência sob a bandeira Local, de operação própria. O formato, lançado há cinco anos, tem ganhado escala relativamente devagar -- provavelmente porque a companhia já estudava a oportunidade com a BR Distribuidora, segundo o Goldman.

A BR Mania, por sua vez, tem uma rede de 1.200 lojas, que já são um parceiro-chave para Ame Digital, fintech de pagamentos da Lojas Americanas. Além disso, se a proposta de integração da B2W (SA:BTOW3) com a Lojas Americanas for para frente, a joint venture poderia representar ainda oportunidades para a última milha de deliveries e pontos de coleta.

Do lado da BR Distribuidora o GS argumenta que, ainda que a parceria não seja estrategicamente significativa, a transição de um modelo de negócios de franquias para operação própria pode aumentar o valor implícito das lojas.

Valuation

O banco mantém sua recomendação de Compra para a BR Distribuidora, por acreditar que a empresa está caminhando para entregar melhores margens por meio de mudanças em precificação, dinâmicas de fornecedores e reduções de custo pós-privatização. 

Os maiores riscos para a tese de investimento, por outro lado, são atividade econômica abaixo do esperado, demora na implementação de economias propostas, alta nos preços do Brent e intervenção do governo nos preços de gasolina e diesel.

A recomendação também é de Compra para Lojas Americanas, sendo que os principais riscos são: aumento nas pressões competitivas; atual queima de caixa da B2W; taxas de juros acima do esperado; problemas ao alcançar o guidance de expansão; demora na maturação de novas lojas; pressões inflacionárias sobre as despesas; riscos de execução de possíveis M&As; e maiores investimentos na Ame Digital.

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