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Temporada de balanços

Educação: tempos difíceis devem persistir no 1T, diz BTG

O trimestre, que costuma ser positivo para as companhias do setor, deve ser impactado por um movimento atípico

29 abril 2021 - 19h05Por Investing.com

Por Ana Julia Mezzadri, da Investing.com - A temporada de balanços do primeiro trimestre deve evidenciar que os desafios do setor da educação não terminaram, na visão do BTG Pactual, que espera números fracos para a maior parte das empresas. 

O trimestre, que costuma ser positivo para as companhias do setor, deve ser impactado por um movimento atípico: devido ao atraso do Enem, causado pelas restrições impostas para frear a disseminação do coronavírus, grande parte das matrículas do primeiro semestre deve ser empurrada para o 2T.

Outros fatores que podem impactar os resultados, segundo o banco, são os já vistos nos últimos trimestres: os impactos da pandemia sobre o ensino presencial; taxas de evasão mais altas e provisões para devedores duvidosos maiores.

Algumas empresas, no entanto, devem se destacar, principalmente devido a sua expansão consistente em lucro e margem do nicho de alta qualidade e a fortes perspectivas de crescimento para o segmento de ensino à distância. No setor, o BTG recomenda Compra para Cruzeiro do Sul, Ânima e Vitru, sendo que a primeira é a top pick do banco.

Ânima

Em comparação a seus concorrentes, o banco espera que os resultados da Ânima (SA:ANIM3) para o primeiro trimestre sejam fortes, devido principalmente ao ciclo mais consistente de matrículas e às aquisições recentes. A alavancagem operacional positiva, especialmente com a maturação das aquisições recentes e com a eficiência em despesas gerais e administrativas, também deve impulsionar o balanço.

Em termos de números, as expectativas do BTG são de R$ 401 milhões para lucro líquido, alta de 18% em relação ao mesmo período do ano passado, e R$ 141 milhões para o Ebitda ajustado (+19,5 ano a ano).

Cogna

Para a Cogna (SA:COGN3), por outro lado, o banco espera resultados fracos, afetados principalmente pela situação do ensino presencial, além do fim gradual do FIES e de resultados decepcionantes das subsidiárias Saber e Vasta. O BTG ressalta ainda os altos níveis de alavancagem da companhia, que devem ainda ser impactados pela alta da Selic.

A receita líquida é esperada em R$ 1,25 bilhão, queda de 23% na base anual, o Ebitda ajustado em R$ 348 milhões (-21%) e o lucro líquido, em R$ 17 milhões, contra R$ 47 milhões no primeiro trimestre de 2020.

Yduqs

Assim como para a Cogna, os resultados esperados para a Yduqs (SA:YDUQ3) também são fracos, impulsionado por M&As mas prejudicado por margens menores, devido à piora na alavancagem operacional. As expectativas são de receita líquida de R$ 1 bilhão (+10% ano a ano) e Ebitda de R$ 326 milhões (-3,6%).

Ser Educacional

Longe dos extremos, o resultado da Ser (SA:SEER3) deve permanecer estável, ajudado por M&As e pela expansão no ensino à distância, mas prejudicado pelos problemas do segmento presencial. As projeções do banco são de R$ 311 milhões na última linha, alta de 1% ano a ano, e R$ 56 milhões para Ebitda (+2%).

Cruzeiro do Sul

Queridinha, a Cruzeiro do Sul (SA:CSED3) deve registrar resultados sólidos, devido a seu ciclo mais consistente de matrículas, impulsionado por aquisições recentes, e a melhora na alavancagem operacional, reflexo da maturação destas aquisições e por eficiência em despesas gerais e administrativas. Ainda que o banco espere um lucro líquido praticamente estável, em R$ 419 milhões, o Ebitda ajustado deve apresentar expansão de 30%.

Arco

As expectativas para a Arco (NASDAQ:ARCE) também são positivas, com a companhia se beneficiando do crescimento no ticket médio e na base de alunos. A receita líquida projetada pelo BTG é de R$ 306 milhões, 16% acima do trimestre anterior, o Ebitda, de R$ 88 milhões (+28% ano a ano) e o lucro líquido, de R$ 30 milhões.

Vitru

Finalmente, a Vitru (NASDAQ:VTRU) também deve registrar resultados sólidos pelo 1T, reflexo de seu plano de crescimento acelerado, sobretudo no número de alunos no ensino à distância, e da melhora na alavancagem operacional, especialmente em despesas gerais e administrativas e escala. 

As projeções do banco são de Ebitda ajustado de R$ 39 milhões, alta anual de 50% e lucro líquido de R$ 148 milhões (+5%).

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