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Radar financeiro

Destaques: Orçamento ameaçado no Brasil e indicadores econômicos nos EUA

Aqui está o que você precisa saber sobre os mercados financeiros na quinta-feira, 15 de abril

15 abril 2021 - 09h07Por Investing.com

Por Geoffrey Smith e Ana Carolina Siedschlag, da Investing.com - Mais uma semana de agonia em torno da aprovação do Orçamento, com o presidente Jair Bolsonaro aparentemente acuado em várias frentes sob possíveis ameaças de impeachment. Vendas no varejo, produção industrial e os pedidos de auxílio-desemprego lideram um calendário de dados movimentado dos EUA.

A Coinbase se prepara para o segundo dia de negociações após uma estreia triunfante, ajudada em grande parte pelos fundos ARK de Cathie Wood. O Bank of America (NYSE:BAC) (SA:BOAC34) anuncia um plano de recompra de ações de US$ 25 bilhões, enquanto a TSMC (NYSE:TSM) (SA:TSMC34) adverte que a escassez global de chips pode se arrastar até 2022.

Os ativos russos estão sob pressão enquanto os EUA preparam uma nova rodada de sanções contra o país.

Aqui está o que você precisa saber sobre os mercados financeiros na quinta-feira, 15 de abril.

1. Ameaças pairam sob o Orçamento

Segundo matéria de O Estado de S. Paulo, em reunião na terça-feira (13), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), teria dito ao presidente Jair Bolsonaro que o governo perderá a base de apoio caso vete o atual projeto do Orçamento. Já do ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente teria ouvido que, sem o veto, colocaria seu cargo à disposição.

Segundo o jornal, citando interlocutores dentro do Palácio do Planalto, Bolsonaro teme ameaças de impeachment por ambas as vias.

Enquanto isso, os blocos partidários do Senado definiram os nomes dos indicados para compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19. A Comissão, destinada a apurar eventuais omissões do governo federal no combate à pandemia, terá 11 membros titulares e também vai apurar como os estados administraram as verbas federais repassadas para enfrentar a pandemia.

Perto das 8h48, o EWZ, principal ETF brasileiro negociado no exterior, subia 0,67% no pré-mercado em Nova York.

2. Calendário tem vendas no varejo, pedidos de seguro-desemprego

É um dia baseado em dados nos EUA, com números das vendas no varejo e da produção industrial para março, bem como a atualização semanal dos pedidos de seguro-desemprego.

As vendas no varejo americanas, que saem às 9h30, devem ter subido 5,9% no mês passado, recuperando-se de uma queda de 3% em fevereiro. Por aqui, o IBGE divulga os dados de serviços de março, com expectativa de alta de 1,5% na base mensal.

Já a produção industrial americana, que será divulgada pouco depois, deve ter se recuperado, com uma alta de 2,8% após a queda de 2,2% de fevereiro por conta da onda de frio de uma semana que paralisou o complexo energético do sul do país.

Espera-se que os pedidos por seguro-desemprego, que subiram para 744.000 na semana passada, tenham caído para 700.000, um número que ainda refletiria uma alta taxa contínua de demissões na economia, mais de um ano depois o início da pandemia. As pesquisas Philly Fed e Empire State Manufacturing também ficam no radar.

3. Bank of America planeja recompra de US$ 25 bilhões; lucros do Citi e do US Bancorp a seguir

O Bank of America tornou-se o último credor a anunciar resultados melhores que o esperado graças a uma grande liberação de reservas que foram feitas no início da pandemia. Ele também anunciou planos para uma recompra de ações de US$ 25 bilhões, levantando as ações no pré-mercado.

Os lucros dos bancos continuam aumentando, depois que os resultados da quarta-feira sugeriram uma forte divergência nas tendências entre a Main Street e Wall Street. O Goldman Sachs (NYSE:GS) (SA:GSGI34) registrou o melhor trimestre devido à atividade frenética de negociações, especialmente em ações. O mesmo aumento no JPMorgan (NYSE:JPM) (SA:JPMC34) não foi suficiente para mascarar as tendências fracas em empréstimos ao consumidor e empresas, que também eram visíveis nos resultados do Wells Fargo.

O Citigroup (NYSE:C) e o U.S. Bancorp (NYSE:USB) (SA:USBC34) também reportam antes da abertura. Também relatando posteriormente estarão a Delta Airlines (NYSE:DAL) (SA:DEAI34), a UnitedHealth (NYSE:UNH) (SA:UNHH34), a Pepsico (NASDAQ:PEP) (SA:PEPB34), a Blackrock (NYSE:{ {13078|BLK}}) (SA:BLAK34) e a Charles Schwab (NYSE:SCHW) (SA:SCHW34).

4. Ações devem abrir em alta; Cathie mira na Coinbase, enquanto a TSMC alerta sobre a escassez de chips

Os mercados de ações dos EUA devem abrir em alta, após um dia misto na quarta-feira, no qual as ações de tecnologia tiveram desempenho inferior.

Às 8h52, os futuros do Dow Jones, do S&P 500 futuros e do Nasdaq 100 futuros subiam 0,48%, 0,53% e 0,74%, respectivamente.

Além dos balanços das empresas, as ações que provavelmente estarão em foco mais tarde incluem as da Coinbase (NASDAQ:COIN), após a estreia espetacular na quarta-feira, que a deixou com um valor de mercado de US$ 76 bilhões. A ação foi apoiada pela notícia de que a ARK, o fundo de investimento de Cathie Wood, havia comprado US$ 246 milhões em ações para o conjunto de ETFs.

Também em foco estará a Dell Technologies (NYSE:DELL) (SA:D1EL34), depois que a fabricante de PCs anunciou planos de cindir sua participação na VMware (NYSE:VMW), com o objetivo de reduzir a dívida de US$ 52 bilhões. A Dell subia 7,8% nas negociações de pré-mercado.

E a Taiwan Semiconductor Manufacturing (NYSE:TSM) elevou a orientação após prever que a escassez global de chips de silício se arrastará até 2022.

5. Ativos russos tropeçam enquanto os EUA preparam sanções

O rublo russo caía 2% e o índice de referência do país recuava 2,4% em resposta à notícia de que os EUA irão impor novas sanções no país devido ao seu envolvimento no hack da SolarWinds e na interferência nas eleições anteriores.

De acordo com relatórios, que citam autoridades americanas não identificadas, as novas sanções não penalizam entidades por deter ativos russos.

A notícia chega no momento em que a Rússia reúne tropas e blindados em sua fronteira com a Ucrânia, no que pode ser um prelúdio para uma nova escalada do conflito na região de Donbass, no leste da Ucrânia.

Em outros lugares nos mercados emergentes, a lira turca estará em foco com a primeira reunião do banco central do país sob nova liderança. O governador anterior foi demitido no mês passado depois de aumentar as taxas de juros de forma agressiva demais para o gosto do presidente Recep Tayyip Erdogan.

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