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Radar financeiro

Destaques: CPI da Covid e criptomoedas

Aqui está o que você precisa saber sobre os mercados financeiros na segunda-feira, 19 de abril

19 abril 2021 - 09h54Por Redação SpaceMoney

Por Geoffrey Smith e Ana Carolina Siedschlag, da Investing.com - As criptomoedas se recuperam um pouco após uma correção brusca no fim de semana. A pandemia se agrava na Índia e em outros mercados emergentes, mas o dólar ainda está se enfraquecendo à medida que os investidores apostam na recuperação do crescimento global.

A Coca-Cola e a IBM dão o pontapé inicial em um semana pesada para o calendário de balanços nos EUA, enquanto o software de direção autônoma da Tesla (NASDAQ:TSLA) (SA:TSLA34) está sob escrutínio após um acidente fatal. E a revolta dos clubes aristrocratas da Europa.

Aqui está o que você precisa saber sobre os mercados financeiros na segunda-feira, 19 de abril.

1. CPI da Covid

A semana será mais curta no Brasil, com o feriado de Tiradentes na quarta-feira (21), mas não menos importante.

Nesta segunda (19) e na terça (20), estão marcadas sessões do Congresso Nacional sobre os vetos presidenciais. Dentre eles, estão vetos referentes ao auxílio emergencial para a mulher chefe de família e à realização de videoconferências em audiências de custódia. Esse último veto faz parte do pacote anticrime, aprovado pelo Congresso no fim de 2019.

Existem ainda vetos relacionados à aquisição de vacinas contra covid-19. Trata-se do que determina o prazo de cinco dias para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conceder autorização temporária de uso emergencial para importação e distribuição de imunizantes.

Na quinta, a previsão é da primeira reunião da CPI da Covid-19, em que serão eleitos o presidente e vice-presidente do colegiado. Um acordo entre os membros da comissão, no entanto, deve confirmar o nome de Omar Aziz (PSD-AM) para a presidência e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) como vice-presidente.

2. Critpomoedas se recuperam da queda do fim de semana

As criptomoedas recuperaram o equilíbrio após uma correção brusca no fim de semana em que o Bitcoin caiu até 15%.

Os gatilhos fundamentais foram difíceis de identificar com certeza. Algumas análises apontaram que o catalisador teria sido a especulação sobre uma iminente repressão à lavagem de dinheiro por parte das autoridades dos EUA; outros atribuíram a uma queda de energia em Xinjiang}, onde grande parte da mineração de bitcoin do mundo é feita (alimentada notoriamente por usinas elétricas movidas a carvão altamente poluentes).

Rumores de uma proibição iminente de manter criptomoedas na Índia parecem falsos (embora a fraqueza da rúpia indiana tenha gerado especulações de que o Banco da Reserva da Índia pode seguir o exemplo do banco central da Turquia em impedir a fuga de capitais para as moedas digitais).

Por volta das 10h00, horário de Brasília, o Bitcoin tinha recuperado mais de um terço de suas perdas ao negociar em torno de US$ 56.518, com os investidores de primeira viagem parecendo comprar o mergulho com entusiasmo. O Ethereum também não atingiu as mínimas do fim de semana, mas ainda assim caiu cerca de 12% em relação às máximas da semana passada.

3. Pandemia piora, mas o dólar ainda cai

Mais pessoas em todo o mundo foram diagnosticadas com Covid-19 na semana passada do que em em qualquer outro momento desde a erupção da pandemia há mais de um ano, disse a Organização Mundial da Saúde.

A estatística ressalta o quanto o coronavírus está fora de controle em mercados emergentes que têm pouco acesso a vacinas e carecem de redes de segurança social que permitiriam o lockdown efetivo das economias.

Apesar disso, a maioria das moedas emergentes está ganhando em relação ao dólar em antecipação a um crescimento global mais forte ao longo do ano. A exceção foi a rupia da Índia, que caiu mais 0,5% quando as novas infecções atingiram outro recorde.

As moedas do mercado desenvolvido também avançaram em relação ao dólar. O euro ultrapassou US$ 1,20 pela primeira vez em seis semanas, com o prêmio de rendimento dos títulos dos EUA sobre seus equivalentes em euros diminuindo ainda mais.

4. Ações devem abrir em baixa à espera de balanços

Os mercados de ações dos EUA devem abrir em queda antes de uma semana pesada de lucros que começa com a Coca-Cola (NYSE:KO) (SA:COCA34) antes da abertura e com a IBM (NYSE:IBM) (SA:IBMB34) após o fechamento nesta segunda-feira. A empresa do popular refrigerante superou as expectativas com um lucro líquido de US$ 2,25 bilhões no primeiro trimestre de 2021, ou US$ 0,52 por ação.

Às 10h00, os futuros do Dow Jones, do S&P 500 e do Nasdaq 100 caíam perto de 0,2% e 0,4%. O EWZ, ETF que replica o Ibovespa em Wall Street, tinha alta de 0,46%

As ações fecharam na semana passada em altas recordes, aproveitando uma onda de otimismo gerada pelos dados econômicos robustos dos EUA e pela confiança de que as políticas fiscal e monetária continuarão favoráveis no futuro próximo.

As empresas em foco devem incluir a mineradora de lítio Albemarle (NYSE:ALB), depois da fusão entre duas grandes mineradoras australianas forneceu uma nova referência de avaliação para o setor. Também em foco, devido à queda das criptomoedas, estarão as ações da Coinbase (NASDAQ:COIN), que caíam 2,4% no pré-mercado.

5. Limitações da direção autônoma de Tesla fatalmente expostas, mais uma vez

As credenciais do software de direção autônoma da Tesla devem ser novamente analisadas após um acidente fatal no Texas no fim de semana.

A polícia do condado de Harris disse que duas pessoas morreram quando o carro da Tesla saiu da estrada e bateu em uma árvore (o incêndio resultante consumiu 32.000 galões de água para extinguir as chamas porque as baterias do veículo continuaram a funcionar, segundo relatos). Nenhum dos dois estava sentado no banco do motorista, sugerindo que eles confiaram no software "Full Self-Driving" do carro para navegar.

A Tesla já disse à Autoridade Nacional de Segurança de Transporte Rodoviário que seu software FSD, em estado atual, não pode fornecer mais do que nível 2 de autonomia, uma admissão que contrasta com as repetidas críticas do CEO Elon Musk sobre o assunto.

6. Aristocratas do futebol europeu ameaçam separar liga

Alguns dos maiores clubes de futebol da Europa anunciaram planos de romper com a ordem internacional atual do esporte mais popular do mundo e criar uma liga fechada semelhante aos sistemas esportivos baseados em franquia nos EUA.

A mudança ocorre em um cenário de endividamento crescente com aristocratas tradicionais como Real Madrid e Barcelona, causado pela perda de vendas de ingressos em dias de jogos no ano passado e pela competição implacável por talentos que constantemente reduz as margens de lucro no esporte.

As ações da Juventus (MI:JUVE), com sede em Torino, Itália - uma das forças motrizes por trás da mudança, subiram 12% em resposta às notícias. As ações do Borussia Dortmund (F:BVB), da Alemanha, que supostamente se recusou a aderir ao novo empreendimento, subiram 9% em Frankfurt, sob a percepção de que a última briga terminará como as anteriores - com os clubes mais ricos tirando mais dinheiro da Liga dos Campeões da Europa, principal torneio do continente. Não por acaso, o comitê executivo da UEFA - confederação europeia de futebol - se reúne hoje para decidir sobre a reforma da Liga dos Campeões.

Com Agência Brasil

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