sábado, 04 de dezembro de 2021
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Destaques: Bolsonaro ataca lockdowns e China e EUA trocam farpas

Aqui está o que você precisa saber sobre os mercados financeiros na sexta-feira, 19 de março

19 março 2021 - 09h11Por Investing.com
Presidente Jair Bolsonaro no Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão solene do Congresso Nacional Presidente Jair Bolsonaro no Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão solene do Congresso Nacional - Crédito: Pedro França/Agência Senado

Por Geoffrey Smith e Ana Carolina Siedschlag, da Investing.com - O presidente Jair Bolsonaro disse ter lançado uma ofensiva contra as medidas de restrições impostas por prefeitos e governadores que tentam conter o avanço avassalador da pandemia de Covid-19 em seus respectivos municípios e estados.

Os EUA e a China trocam farpas na primeira reunião presencial do ano. O Banco do Japão começa a reduzir o estímulo monetário hiperagressivo, enquanto a Rússia se torna a terceira grande economia emergente a aumentar as taxas de juros esta semana.

A nova onda de Covid-19 cresce na Europa e Paris volta ao lockdown.

A Nike (NYSE:NKE) (SA:NIKE34) é a mais recente empresa a ser atingida por problemas na cadeia de suprimentos.

Aqui está o que você precisa saber sobre os mercados financeiros na sexta-feira, 19 de março.

1. Contra lockdowns

Ontem à noite, o presidente Jair Bolsonaro disse ter lançado uma ofensiva no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF) contra medidas de restrição impostas por governadores e prefeitos para conter o avanço da Covid-19.

Estados e municípios pelo país estão adotando ações mais rígidas de redução de atividades para atacar o pior momento do coronavírus. Ontem, o país registrou 2.724 mortes pela doença, o terceiro maior número desde o início da pandemia, e completou 20 dias seguidos de recordes na média móvel de óbitos, que agora chegou a 2.087.

"Bem, entramos com uma ação hoje, Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), junto ao Supremo Tribunal Federal, exatamente buscando conter esses abusos. Entre eles, o mais importante, é que a nossa ação foi contra decreto de três governadores que, inclusive, no decreto, o cara bota ali toque de recolher. Isso é estado de defesa, estado de sítio que só uma pessoa pode decretar: eu. Mas quando eu assino o decreto de defesa de sítio, ele vai para frente do Parlamento", disse Bolsonaro.

Estados como São Paulo e Rio de Janeiro decretaram toques de recolher de 23h às 5h e a redução de horário de funcionamento dos estabelecimentos para reduzir a circulação de pessoas e diminuir o contágio pelo coronavírus, em meio ao colpaso dos sistemas de saúde.

2. China e EUA trocam farpas

As primeiras conversas diretas entre os EUA e a China desde que o presidente Joe Biden assumiu o cargo começaram mal, com delegados chineses criticando os EUA por tudo, desde racismo institucional a tarifas comerciais e ciberespionagem.

O secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, respondeu acusando a China de minar a ordem mundial baseada com as ações em relação a Hong Kong e Taiwan, e o tratamento aos uigures muçulmanos na província de Xinjiang. Uma das primeiras ações do governo Biden foi acusar a China de genocídio na região.

O tom das negociações contribuiu para outra queda acentuada nos mercados acionários chineses na sexta-feira, com o índice A-shares perdendo mais de 3% e tanto o CSI 300 como o Preço Chinext perdendo 2,8%.

3. Banco do Japão se afasta do estímulo; Rússia sobe juros

O Banco do Japão sinalizou que está perdendo a fé nos esforços de décadas de compra de ativos para evitar a deflação. O banco central do país abandonou a promessa de comprar 60 trilhões de ienes em ações este ano, dizendo que adotaria outras políticas para garantir que a lucratividade não seja muito prejudicada pela política de taxa de juros negativa.

O BoJ também disse que permitirá que os rendimentos dos títulos de longo prazo flutuem em 25 pontos-base, tendo anteriormente orientado o mercado a assumir uma faixa de 20 pontos-base. Isso foi interpretado como um modesto endurecimento da política, embora o governador Haruhiko Kuroda tenha minimizado as sugestões.

Assim, o BoJ foi o único banco central de economia avançada a mudar de postura em uma semana movimentada para reuniões de política monetária.

Em contraste, o Banco Central da Rússia se tornou o terceiro grande banco central emergente a gerar grande surpresa esta semana, depois do Brasil e da Turquia, elevando a taxa básica em 25 pontos base para 4,50%.

4. Ações americanas devem abrir em alta; Nike atingida por problemas de cadeia de suprimentos

Os mercados de ações dos EUA devem abrir em leve alta mais tarde, mas apenas o Dow Jones, com peso de ações cíclicas, está a caminho de terminar a semana em território positivo após a queda de quinta-feira.

Às 9h05, horário de Brasília, o contrato futuro do Dow Jones, do S&P 500 e do NASDAQ subiam 0,05%, 0,20% e 0,49%, respectivamente. O EWZ, ETF que replica o Ibovespa em Wall Street, tinha alta de 1,26% na pré-abertura.

A Nike (NYSE:NKE) (SA:NIKE34) se tornou a mais recente empresa a alertar sobre problemas da cadeia global de suprimentos após frustrar as expectativas de receita durante os três meses até fevereiro. A companhia culpou a escassez global de contêineres e o congestionamento nos portos dos EUA. As ações caíam 2,68% no pré-mercado.

5. Casos de Covid-19 sobem na Europa

A França colocou oito de suas regiões - incluindo as que estão ao redor de Paris e Nice - em lockdown mais rígido por um mês, enquanto a Alemanha registrou o pior dia para novas infecções por Covid-19 desde janeiro. As curvas de infecção também continuam a aumentar de forma alarmante na Polônia e na Hungria, que abrigam fábricas que são peças-chave da cadeia de suprimentos do setor manufatureiro alemão.

O desenvolvimento ocorre no momento em que os governos europeus dão uma reviravolta na vacina AstraZeneca (NASDAQ:AZN) (SA:A1ZN34), retomando a distribuição depois de a Agência Europeia de Medicamentos novamente enfatizar que considera a vacina segura e eficaz.

Os EUA, entretanto, disseram que exportarão 4 milhões de doses da vacina AstraZeneca atualmente armazenada, mas não liberada para uso nos EUA. No entanto, elas não irão para a Europa, mas para Canadá e México.

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