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Investimentos

ARTIGO - O recorde do venture capital e a escolha de venture building

Para transformar recursos e oportunidades em ganhos efetivos é necessário fazer as escolhas certas

01 junho 2021 - 17h38Por Redação SpaceMoney

Por Romulo Perini*

A palavra é resiliência, mas pode ser resumida na máxima “sou brasileiro e não desisto nunca”. Este é o primeiro sentimento que surge com a análise dos resultados do ‘Venture Pulse 1T 2021', estudo divulgado recentemente pela consultoria KPMG. Isso porque, segundo o trabalho, apesar dos pesares da pandemia, o Brasil acumulou mais de US$ 2,1 bilhões em Venture Capital no primeiro trimestre de 2021. Com este resultado, o país superou o recorde trimestral anterior em mais de US$ 1 bilhão e se consolidou na terceira posição neste tipo de investimento nas Américas. Os líderes do ranking são os Estados Unidos, com US$ 69 bilhões em investimentos, e o Canadá, com quase US$ 2,5 bilhões.

Os números refletem a visibilidade que o Brasil vem alcançando como viabilizador de oportunidades com grande potencial. Olhando para o futuro e considerando movimentações recentes em termos de normatizações, como o Marco Legal das Startups e, mais especificamente na área financeira, a questão do Open Banking, por exemplo, é possível concluir que estamos prestes a entrar num período ainda mais promissor para o surgimento de novos modelos de negócio e capital disponível para desenvolver inovação.

Mas para transformar recursos e oportunidades em ganhos efetivos é necessário fazer as escolhas certas. Neste sentido, cabe uma reflexão a respeito de qual modelo de investimento seguir.

As opções de Corporate Venture Building e Venture Building, por exemplo, são termos bastante afins. A diferença principal entre eles é que a primeira tem uma ligação direta com as corporações que buscam desenvolver negócios que fogem do seu core business, enquanto o Venture Building refere-se a empresas que apoiam empreendedores na construção de seus próprios negócios do zero.

As Corporate Venture Buildings investem, constroem e desenvolvem startups oferecendo a elas toda infraestrutura, experiência e recursos necessários. Em contrapartida, ganham participação acionária nessas startups até que elas atinjam seus resultados esperados e possam andar sozinhas.

Este tipo de operação vem se espalhando pelo mundo e pela América Latina em geral. Segundo o Enhance Ventures, existem cerca de 560 Venture Buildings ou Startup Studios, como também são conhecidas, pelo mundo, o que representa um crescimento de 625% desde 2013. Um estudo que entrevistou 23 companhias especializadas neste modelo concluiu que sua idade média é de 5 anos e que 55% delas já estão fora dos Estados Unidos. 

Uma Corporate Venture Builder é orientada a grandes corporações – e não a empreendedores. É importante fazer essa diferenciação porque, embora os dois tenham grandes ideais, suas necessidades são diferentes.

Corporações normalmente apresentam alta capacidade de investimento, mas pouca abertura a riscos. Desenvolver o novo business por meio de uma CVB, portanto, é para elas uma forma de diluir riscos e investimento até que a viabilidade do projeto se comprove.

Com os empreendedores, ocorre o contrário. Eles são muito mais abertos a arriscar porque pouco têm a perder, mas raramente contam com capacidade de investimento.  

As CVBs desenvolvem a ideia de uma grande empresa e entregam o projeto pronto. Ao equilibrar a robustez de uma grande corporação à agilidade necessária a uma startup, as Corporate Venture Builders desempenham papel fundamental para que essas ideias possam vingar, independentemente do risco que representam e do quão distantes estão do core business da empresa. 

*Romulo Perini é sócio-diretor da Play Studio, consultoria de inovação e venture builder

Tags: kpmg, startups

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