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Transformação

ARTIGO - Caminhos do varejo: inovações, ambiente digital e sustentabilidade

A integração entre os meios digitais e físicos será cada vez mais o que interessará o cliente que é nem só digital, nem só físico

15 junho 2021 - 12h10Por Redação SpaceMoney

Por Adriana Madeira*

Os negócios do varejo são, na atualidade, resultantes das inovações no ambiente digital e das oportunidades e desafios de ser sustentável.

O cliente tem participação digital crescente. Só no primeiro semestre de 2020, 7 milhões de novos consumidores compraram pela primeira vez online. E o consumo de produtos saudáveis tem avançado significativamente, com venda de produtos orgânicos cerca de 30% superior em 2020 em relação ao ano anterior.

O varejo digital apresentou um crescimento da ordem de 72% no primeiro trimestre de 2021, comparando-se com o mesmo período de 2020. A pandemia de covid-19 acelerou uma modificação nos hábitos de compra trazendo para o ambiente virtual muitos consumidores que antes ali não compravam.

Acredita-se que o retorno ao ambiente físico acontecerá, mas que os efeitos dessa inserção digital serão duradouros. No entanto, mesmo com esse crescimento, a integração entre os meios digitais e físicos será cada vez mais o que interessará o cliente que é nem só digital, nem só físico.

Estar nos dois ambientes (lado da empresa) e propiciar o trânsito livre dos clientes entre eles (informação, compra, e demais atividades, online e off-line), depende da estruturação do chamado Omnichannel e requer uma reformulação geral da cadeia de suprimentos. Esta tarefa pode não ser tão fácil assim.

Uma saída para os pequenos varejistas vem sendo a inclusão de seus negócios em plataformas digitais, os marketplaces. Neles, a empresa pode se beneficiar da estrutura de exposição, busca, pagamento e entrega para seus produtos.

Os markeplaces cresceram intensamente (houve marketplace que dobrou as entregas em 2020 em relação a 2019), de acordo com Ebit/Nielsen em 2020 e relatório da Deloitte, possibilitando a manutenção de negócios, mesmo em tempos de restrição de funcionamento das lojas físicas.

E o varejo com loja física? O que fazer com elas? Ser "figital" ou "phigital" (termo que quer dizer a união entre físico e digital).

Outro elemento relevante para criar a vinculação do cliente com o ambiente virtual e os aplicativos, é a utilização de gamificação. As lojas físicas e os centros comerciais terão cada vez mais o papel de serem centros de entretenimento, que pode ser chamado de Retailtainment (junção dos termos Retail, varejo, com Entertainment, entretenimento).

De acordo com pesquisa realizada pela Deloitte com gestores, as empresas estão interessadas em desenvolver ações e formas de mensuração relacionadas às questões do ESG (Environmental, Social, Governance) ou relativos às questões ambientais, sociais e de governança (em português). O caminho aponta para a integração e inovação tecnológica e sustentável dos negócios do varejo.

*Adriana Madeira é pós-doutora em Administração pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, FEA-USP. É professora do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA) da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Com informações de Assessoria de Imprensa Instituto Presbiteriano Mackenzie.

 

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