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Incertezas

Analistas veem compra de fatia da BRF pela Marfrig com ceticismo

O negócio entre ambas as companhias somou 196,68 milhões de papéis

24 maio 2021 - 13h18Por Investing.com

Por Ana Carolina Siedschlag, da Investing.com - As ações da Marfrig (SA:MRFG3) recuavam 3,99% nesta segunda-feira (24), devolvendo partes das fortes altas da última semana após a companhia confirmar a compra de 24,23% do capital da BRF (SA:BRFS3), cujos papéis também caíam, a -2,8%.

Perto das 13h17, a ação da Marfrig era negociada a R$ 17,33, enquanto os da BRF ficavam em R$ 26,37.

O negócio entre ambas as companhias somou 196,68 milhões de papéis, comprados via opções e leilões em bolsa, e aponta para a complementaridade entre os ativos delas, dado o foco da Marfrig em bovinos e da BRF, em aves e suínos.

Para os analistas do Goldman Sachs, apesar das companhias não terem anunciado planos de combinarem completamente as operações, um potencial negócio, “para propósitos ilustrativos”, poderia criar uma empresa de US$ 6,5 bilhões em capitalização de mercado, com R$ 15,3 bilhões em EBITDA ajustado.

Eles escrevem que, de um ponto estratégico, haveria “mérito” nesta suposta transação do ponto de visto de diversificação de portfólio, com maior exposição ao mercado americano de carne bovina, ao brasileiro de carne de frango, suína e de alimentos processados, à exportação de frango e ao mercado asiático no geral.

Apesar de não verem conversar para a potencial combinação dos negócios, os analistas disseram se manter otimistas com as empresas, mantendo a recomendação de Compra para a BRF, com preços-alvo de R$ 34,30.

BTG Pactual

Já para os analistas do BTG Pactual, o “movimento ousado” da Marfrig aponta para uma nova via na estratégia da companhia, sinalizando uma política de alocação de capital diferente após dois anos focando na administração da dívida.

Para eles, a questão chave agora é “obviamente o que vem em seguida”. Eles sinalizam que, pelo estatuto da BRF, os sócios que alcançarem uma fatia de 33,3% precisam lançar uma oferta pública de aquisição para os papéis restantes, com prêmio de 40%.

Os analistas acham que, dessa maneira, a saída mais racional será a Marfrig começar a trabalhar para uma integração mais profunda, que eventualmente resultaria em uma fusão.

Apesar de permanecerem céticos sobre potenciais sinergias operacionais relevantes, eles escrevem que o portfólio mais diversificado e a distribuição geográfica dessa possível nova companhia permitiria ganhos financeiros através da redução de custos.

Por enquanto, a aquisição da fatia da BRF pela Marfrig deve “fazer pouco” para diminuir a alavancagem da segunda. Com isso, pela “falta de clareza” em relação ao que a companhia pretende com o movimento é um motivo de preocupação, principalmente se as altas margens para a carne bovina nos EUA começarem a diminuir.

Já para a BRF, escrevem, uma possível briga entre os acionistas controladores ou mudanças estratégicas podem ser vistas como negativas. Assim, eles mantiveram a recomendação Neutra para ambas.

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