
A seleção holandesa inicia sua jornada na Copa do Mundo de 2026 neste domingo (14) enfrentando o Japão, em partida válida pelo grupo FF. O grande destaque da escalação fica por conta da ausência de Memphis Depay entre os titulares: o atacante do Barcelona começa no banco de reservas, decisão técnica que promete movimentar as análises táticas da estreia laranja.
Contexto da estreia e grupo FF
A Oranje chega à competição com a missão de superar o desempenho das edições anteriores, onde ficou nas quartas de final em 2022 e 2014. O grupo FF, que também conta com outras seleções (não especificadas), coloca Holanda e Japão como favoritos, mas a partida inaugural será crucial para definir o ritmo da campanha. A ausência de Memphis, principal referência ofensiva da equipe, levanta questionamentos sobre a postura do técnico Ronald Koeman.
Historicamente, os confrontos entre holandeses e japoneses em Copas são equilibrados, com vitórias importantes para ambos os lados. Em 2010, por exemplo, a Holanda venceu por 1 a 0 na fase de grupos, mas o Japão já mostrou capacidade de surpreender gigantes europeus, como na vitória sobre a Alemanha em 2022. O contexto deste jogo, no entanto, é único: a Holanda tenta se redimir de eliminações recentes, enquanto o Japão busca afirmar sua evolução no cenário mundial.
Memphis no banco: estratégia ou risco?
A decisão de deixar Memphis Depay como opção no banco de reservas pegou muitos torcedores e analistas de surpresa. O atacante, artilheiro da seleção nas eliminatórias, não vive sua melhor fase no Barcelona, mas ainda é considerado a maior arma ofensiva dos Países Baixos. Koeman, conhecido por suas escolhas táticas ousadas, pode estar priorizando a velocidade de Cody Gakpo e a presença de área de Luuk de Jong para enfrentar a defesa japonesa.
Por outro lado, manter Memphis no banco pode ser uma estratégia para preservá-lo fisicamente ou para utilizá-lo como trunfo no segundo tempo, quando a partida estiver mais aberta. A Holanda tem histórico de problemas na definição de jogos e a entrada de Memphis poderia ser decisiva. No entanto, se o ataque titular não funcionar, a pressão sobre Koeman crescerá imediatamente.
Internamente, a comissão técnica aposta na versatilidade do elenco. Jogadores como Xavi Simons e Donyell Malen também podem ganhar minutos, mas a sombra de Memphis é inevitável. A expectativa é que, independentemente do resultado, o camisa 10 entre em campo ainda no primeiro tempo ou logo no início da etapa final.
Análise do Japão: perigo asiático
O Japão chega à Copa de 2026 com a moral elevada após campanhas consistentes nas eliminatórias asiáticas. A seleção comandada por Hajime Moriyasu mantém a base que surpreendeu no Catar, com destaque para o meio-campista Daichi Kamada e o atacante Takumi Minamino. A equipe é conhecida pela organização tática e pela capacidade de transição rápida, características que podem explorar eventuais espaços deixados pela defesa holandesa.
Historicamente, o Japão tem se tornado um adversário cada vez mais temido, especialmente em competições de tiro curto como a Copa do Mundo. A vitória sobre a Alemanha em 2022 é um exemplo recente de sua competência. Para a Holanda, o desafio será quebrar as linhas de marcação japonesas sem se expor aos contra-ataques. A ausência de Memphis como titular pode, inclusive, favorecer um jogo mais defensivo dos asiáticos, que respeitam o poderio ofensivo laranja.
O ponto fraco japonês costuma ser a finalização, mas com jogadores como Kaoru Mitoma e Takefusa Kubo, o time tem recursos para decidir. A partida promete ser um teste de paciência para ambas as seleções.
Expectativas para a partida
O confronto entre Holanda e Japão abre o grupo FF e, embora não haja favoritismo absoluto, a Holanda carrega o peso de ser uma das seleções mais tradicionais. Com Memphis no banco, a responsabilidade recai sobre os ombros de Gakpo e De Jong para ditar o ritmo. A torcida laranja espera que a equipe mostre evolução tática e não dependa apenas de lampejos individuais.
Para o Japão, o objetivo claro é pontuar, seja com uma vitória ou um empate. A experiência de Copas anteriores mostra que os primeiros jogos são fundamentais para a classificação. O técnico Moriyasu deve armar uma equipe compacta, buscando explorar erros holandeses. A partida, marcada para (horário a confirmar), terá transmissão ao vivo e promete emoções fortes.
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