O guard ofensivo Ben Cleveland desembarcou em Los Angeles com a missão de reerguer uma carreira que parecia promissora após ser selecionado na terceira rodada do Draft de 2021 pelo Baltimore Ravens. Com 6 pés e 6 polegadas e 357 libras, Cleveland é um dos maiores e mais fortes jogadores da posição, mas sua trajetória na NFL tem sido marcada por lesões e inconsistência. Agora, sob o comando de Mike McDaniel, que implementa um ataque baseado em zona externa, as chances de Cleveland garantir um lugar no elenco ativo dos Chargers em 2026 são incertas.
Após quatro temporadas em Baltimore, Cleveland acumulou apenas sete partidas como titular em 48 jogos disputados, com destaque para 2024, quando não iniciou nenhuma partida e atuou exclusivamente em unidades de chute. Dispensado pelos Ravens em janeiro de 2025, ele assinou com os Chargers no fim da temporada regular e foi mantido por meio de um contrato reserve/futures. Com a mudança de coordenador ofensivo e a preferência de McDaniel por atletas mais ágeis, o futuro de Cleveland no elenco final é duvidoso.
Trajetória e estatísticas de Ben Cleveland
Natural de Toccoa, Geórgia, Cleveland foi um recruta quatro estrelas no ensino médio e escolheu a Universidade da Geórgia, onde passou por um redshirt em 2016. Em 2017, atuou em 15 jogos e iniciou os cinco finais como right guard. Lesões o atrapalharam nos dois anos seguintes, mas em 2020 ele finalmente consolidou uma temporada completa: titular em todos os nove jogos, nomeado para o Third-Team All-American pela AP e First-Team All-SEC pelos técnicos da conferência.
Na NFL, Cleveland foi selecionado na 94ª escolha geral pelos Ravens. Em 2021, iniciou quatro jogos antes de uma lesão no joelho o colocar na reserva até novembro. Nas três temporadas seguintes, ele nunca ultrapassou duas partidas como titular, e em 2024 sequer iniciou uma. Seus 30 repetições no supino no Combine da NFL evidenciam sua força bruta, mas a falta de mobilidade lateral tem sido um obstáculo recorrente.
Encaixe no esquema ofensivo dos Chargers
O ataque de Mike McDaniel, baseado em runs de zona externa e bloqueios móveis, exige guards com capacidade de puxar e alcançar linebackers no segundo nível. Cleveland, com sua estrutura pesada e passos lentos, é um encaixe natural para esquemas de power run como o de Greg Roman, empregado nos Ravens durante a maior parte de sua carreira. A transição para o sistema de McDaniel representa um desafio significativo, pois sua agilidade e alcance são considerados abaixo da média para os padrões da posição.
Na atual profundidade dos Chargers, Cleveland compete com Trevor Penning pela nona vaga de linha ofensiva, caso a franquia opte por manter nove jogadores no elenco ativo. Penning, ex-primeira rodada dos Saints, também busca reabilitação, mas possui perfil atlético mais alinhado com as exigências do sistema. A pré-temporada será o termômetro definitivo para Cleveland mostrar que pode se adaptar, mas os sinais iniciais não são animadores.
Perspectivas para a temporada 2026
A permanência de Cleveland nos Chargers dependerá de sua capacidade de se provar durante os treinos e jogos de exibição. Com apenas 27 anos, ele ainda tem tempo para ajustar sua técnica, mas o histórico de lesões e a falta de oportunidades como titular no passado pesam contra. A direção da equipe, sob o comando do gerente geral Tom Telesco, tem mostrado paciência com jogadores de potencial, mas a concorrência é acirrada.
Você pode acompanhar os bastidores das ligas americanas e as principais notícias sobre esportes em tempo real aqui na SpaceMoney. A tendência é que Cleveland inicie a temporada no practice squad, a menos que impressione de forma contundente. O cenário ideal seria um desempenho sólido na pré-temporada que convencesse a comissão técnica a mantê-lo como reserva imediato, mas as características do ataque de McDaniel tornam essa hipótese remota.
Com a abertura do training camp se aproximando, todas as atenções se voltam para a linha ofensiva dos Chargers, setor que passou por reformulação e onde Cleveland busca uma última chance de se firmar na NFL. A decisão final será um reflexo direto da prioridade do sistema sobre o talento bruto.




