A seleção argentina chega à final da Copa do Mundo 2026 com um dado curioso em sua lista de convocados: dos 26 jogadores, quatro nunca atuaram profissionalmente por clubes do próprio país. O fato ganha relevância porque a base do time de Lionel Scaloni é formada majoritariamente por atletas que iniciaram a carreira no futebol argentino, mas o quarteto representa exceções que ilustram trajetórias distintas de saída precoce ou formação no exterior.

Os casos mais emblemáticos são Lionel Messi e Emiliano Dibu Martínez. Messi deixou o Newell’s Old Boys aos 13 anos para tratar um problema hormonal no Barcelona, enquanto Martínez saiu do Independiente aos 16 para completar a formação no Arsenal. Ambos nunca vestiram camisas de clubes argentinos como profissionais, mas se tornaram peças fundamentais na conquista do tricampeonato em 2022 e agora buscam o bicampeonato diante da Espanha.

Legado familiar e formação estrangeira

As outras duas exceções são Giuliano Simeone e Nico Paz, ambos filhos de ex-jogadores da seleção argentina que atuaram juntos na Copa de 1998. Simeone, filho de Diego Simeone, nasceu em Roma e fez a base no River Plate, mas deixou o clube antes de estrear profissionalmente, terminando a formação no Atlético de Madrid, onde atua sob o comando do pai. Já Nico Paz, filho de Pablo Paz, nasceu na Espanha e sempre jogou no futebol espanhol, sendo recrutado pelo Real Madrid aos 12 anos.

Diferente dos veteranos Messi e Martínez, Simeone e Paz são as únicas novidades entre os quatro que nunca atuaram no país em relação ao elenco de 2022. Com 22 jogadores restantes que começaram suas trajetórias no Campeonato Argentino, a seleção mantém a tradição de revelar talentos localmente, mas abriu espaço para atletas formados fora, ampliando o leque de opções táticas de Scaloni.

River Plate domina lista de clubes formadores

Entre os convocados, o River Plate se destaca como o clube que mais revelou atletas, com seis nomes: Facundo Medina, Gonzalo Montiel, Exequiel Palacios, Giuliano Simeone (embora não tenha atuado profissionalmente no clube), Enzo Fernández e Julián Álvarez. Em seguida, Racing e Boca Juniors aparecem com três representantes cada, enquanto Vélez Sarsfield e Argentinos Juniors contribuem com dois jogadores.

A composição do elenco mostra uma mescla entre a base consolidada do título de 2022 e novos talentos que trazem experiências de diferentes ligas. A final contra a Espanha, marcada para domingo (19) no MetLife Stadium, será o palco onde esses quatro atletas sem passagem por clubes argentinos buscarão escrever mais um capítulo na história da seleção. Acompanhe a cobertura completa na SpaceMoney.