Segundo a revista Placar, o ex-goleiro Aranha, de 45 anos e com mais de 200 jogos pela Ponte Preta, manifestou preocupação com o futuro do clube após saber do 6 a 0 contra o Londrina, na Série B. Ele disse não acompanhar os bastidores e afirmou ter dificuldade para opinar sobre as causas da situação.
A Ponte está na lanterna da Série B, tem dez pontos após 28 rodadas e é virtualmente rebaixada à Série C. A campanha tem duas vitórias, quatro empates e 22 derrotas. O time também acumula uma sequência negativa de 22 partidas sem vitória. No ano passado, a equipe comemorou a conquista inédita da Série C, seu primeiro troféu nacional.
Para Aranha, o centenário clube corre risco de perder sua identidade. Ele mencionou clubes que quebram e passam a operar como SAF e disse que esse movimento pode ser tendência, intenção ou caminho, mas classificou o cenário como triste. O ex-jogador afirmou desejar que um patrocinador, investidor ou SAF encontre uma saída para a Ponte.
Ele manifestou o desejo de que a eventual mudança não repita o que ocorreu com o Bragantino. Segundo Aranha, o time de Bragança Paulista tinha história, tradição e apoio popular, mas deixou de existir; no futuro, as pessoas lembrariam apenas da Red Bull, e não da camisa, do escudo ou da torcida do clube. O Bragantino foi adquirido por uma marca austríaca de energéticos em 2019. Em 2020, passou a usar vermelho e um novo escudo com o logo da Red Bull.
O ex-goleiro defendeu a Ponte em duas passagens, de 2000 a 2009 e de 2016 a 2018, com Santos, Atlético-MG e Palmeiras no intervalo. Antes da goleada para o Londrina, jogadores liderados pelo capitão Élvis denunciaram salários atrasados há cerca de seis meses. Eles cobraram responsabilidade, investimento e medidas para que os compromissos fossem cumpridos. Em 2014, Aranha foi vítima de racismo em partida contra o Grêmio, em Porto Alegre, e participou como palestrante de um Fórum de Juventudes.





