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Fundos de investimento financiam pequenos e médios produtores rurais

Recentemente, a Ouro Preto Investimentos anunciou a criação de um fundo voltado para o agronegócio

29 abril 2021 - 15h24Por Ouro Preto Investimentos

Nem mesmo a crise econômica gerada pela pandemia da Covid-19 conteve o avanço do agronegócio brasileiro. Segundo a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), em 2020 o PIB relativo ao setor teve crescimento de 9% em relação a 2019, somando R$ 1,7 trilhão.

Além de crescimento na produção em todas as regiões do país, a alta foi favorecida pela valorização das commodities brasileiras (como a soja) e pelo câmbio favorável para as exportações. Para 2021, a confederação projeta uma nova alta, porém menos expressiva: 3%.

Os resultados notáveis do setor trazem reflexos também para os investimentos. Regiões fora das grandes capitais estão crescendo e ganhando relevância na economia brasileira, colocando os produtores dessas regiões no radar dos fundos de investimento.

Recentemente, a Ouro Preto Investimentos anunciou a criação de um fundo voltado para o agronegócio. O objetivo é levar recursos para os produtores e ainda oferecer uma boa rentabilidade. Confira!

Desenvolvimento e rentabilidade

Com esse novo fundo, a Ouro Preto Investimentos projetou um modelo que atende uma necessidade de pequenos e médios produtores, enquanto traz resultados consistentes para os cotistas.

“Nosso fundo fornece financiamento para produtores que estão em situação desfavorável financeiramente e que têm pouco acesso a crédito. Eles utilizam a terra como garantia para viabilizar a linha de crédito ao mesmo tempo em que sua valorização ajuda a garantir a rentabilidade do fundo”, afirma Giuseppe Galante, especialista da Ouro Preto Investimentos para a área de Real Estate (negócios imobiliários).

Para definir quais regiões trazem boas oportunidades de retorno, a gestora de recursos de terceiros fez um estudo completo sobre o setor de agronegócio. “Estamos atualmente em um ciclo de valorização de commodities, então procuramos produtores de cana, café, algodão, soja e pesquisamos as regiões que são fortes nessas culturas”, explica o analista.

A partir de informações de consultores locais e pesquisas em estudos feitos por órgãos como a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), para esse primeiro ano do fundo foram escolhidas cidades do interior de São Paulo, como Sertãozinho, Ribeirão Preto e Franca.

“São regiões já desenvolvidas economicamente e com muita tecnologia envolvida na produção e colheita. Além disso, o solo possui aptidão agrícola muito boa, favorecendo em muitos casos a produção de culturas de ciclo curto e ciclo longo, o que representa maior produtividade e versatilidade, além de desenvolvimento econômico do produtor”, explica Giuseppe.

Em período de formatação, o fundo da Ouro Preto Investimentos estará disponível ainda em 2021 para investidores qualificados. Porém, segundo Giuseppe, há estudos da empresa para formatar o produto para dar acesso também a investidores de varejo no futuro.

Outras regiões promissoras do agronegócio

Segundo Giuseppe, o interior do Brasil também mostra boas oportunidades para investimentos que podem ser consideradas para o futuro do fundo, inclusive em um modelo diferente do atual, baseado em empréstimo. Nesse, os recursos do fundo seriam alocados na aquisição de terras e a sua rentabilidade estaria atrelada não somente à sua valorização.

“O agronegócio é uma potência na economia brasileira, então há diversas oportunidades a se avaliar. Regiões no norte e centro-oeste ainda devem passar por um ciclo intenso de valorização das terras e estamos atentos a isso. Não é algo que projetamos para esse primeiro fundo, mas para estudarmos para o futuro”, afirma o analista.

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