segunda, 06 de dezembro de 2021
Órama

Chance de Ouro - Visão Órama

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01 março 2019 - 17h51Por Órama

Na última década, o Brasil vive um círculo vicioso, caracterizado por baixo crescimento, alto desemprego e desequilíbrio fiscal grave. Só para contextualizar, em 1988, à época da promulgação da Constituição Federal, passava pela mão do Estado cerca de 25% da renda nacional, e investíamos um pouco mais de 3% do PIB em infraestrutura. Agora, o Estado intermedia em torno de 45% da renda nacional, arrecada por volta de 36% do PIB em impostos e investe menos de 1% em infraestrutura. Ou seja, há um déficit nominal de quase 10% do PIB, o que vem agravando, ano a ano, o endividamento (já elevado). Lamentável! Neste momento, no entanto, podemos estar diante de uma mudança desse paradigma perverso: uma oportunidade ímpar. Com o novo governo, recém empossado, vislumbra-se uma (possível) onda liberal na economia, que traria uma inflexão ideológica importante. Essa nova maneira de pensar implica em reformas estruturantes, tanto macro quanto microeconômicas, que vão desde a mudança na previdência até a independência do Banco Central. Nesse sentido, o governo Bolsonaro pretende implantar uma reforma que possa reverter esse quadro. Minha percepção é que, se conseguirmos a aprovação no Congresso de um novo texto (PEC) que promova uma economia de R$ 1 trilhão em uma década (como se ventila), mudaremos o paradigma a qual me refiro lá em cima. Se assim for, estaremos diante de um novo caminho, com retorno ao crescimento de PIB, mais quedas de juros e redução de desemprego, além de retomarmos, em breve, o grau de investimento perdido com aquela política nefasta. É claro que toda essa mudança não é simplória. Há que se debater com a sociedade e convencer a população de que precisamos fazer as reformas prosperarem de maneira célere. Esse é, para mim, o grande desafio. Qualquer sociedade, em geral, é refratária a quaisquer mudanças que atinjam sua aposentadoria. O ponto, contudo, é que nos encontramos numa cilada: ou muda ou nada! O que vamos preferir? Para finalizar, minha expectativa é que, se tudo der certo, poderemos voltar ao ciclo virtuoso lá atrás abandonado. Minha percepção é que, como a economia global anda com vários problemas, os investidores poderão privilegiar nosso país com capitais produtivos, no caso de uma nova ordem doméstica, mais ortodoxa na economia, imperar. Como não aposto em nova crise internacional, podemos estar diante de uma oportunidade imperdível. Não é hora de desperdiçarmos essa chance de ouro.

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