A troca de um chuveiro por um modelo mais potente não se resolve apenas com a compra do aparelho: a fiação do circuito precisa suportar a corrente que ele vai puxar. A potência informada na etiqueta é apenas o ponto de partida, já que o dimensionamento depende das condições de cada instalação, e não existe uma bitola única válida para qualquer residência.

O primeiro passo é descobrir a corrente exigida, dividindo a potência pela tensão da rede. Em um modelo de 7.500 W ligado a 220 V, o resultado é de aproximadamente 34,1 A. A mesma potência aplicada a uma rede de 127 V elevaria a corrente para cerca de 59,1 A.

No caso do Loren Shower Ultra Eletrônico, da Lorenzetti, no modelo de 7.500 W alimentado por 220 V, o fabricante orienta o uso de cabos de 6 mm² e proteção de 40 A. A indicação serve como referência, e não como regra geral. A NBR 5410, norma da ABNT que trata de instalações de baixa tensão, aponta 41 A como capacidade para um condutor de cobre de 6 mm² passado em eletroduto embutido. Em ambiente a 40 °C, esse número cai para cerca de 35,7 A. O compartilhamento do eletroduto com outras linhas também reduz o limite.

O trecho que vai do quadro de distribuição até o chuveiro também entra na conta, por causa da queda de tensão. O manual do modelo considera 35,5 metros como percurso máximo entre o disjuntor e o aparelho nessa configuração. Acima disso, é preciso rever a bitola dos condutores.

Na escolha do disjuntor, é necessário observar tanto o consumo do chuveiro quanto o limite dos condutores já instalados. Trocar o dispositivo por um de maior capacidade apenas para evitar desarmes não torna o circuito seguro.