segunda, 27 de maio de 2024
Economia

Serviços variam 0,3% em dezembro e setor encerra 2023 com terceira alta anual seguida

Já na comparação com dezembro de 2022, houve queda de 2,0%, a mais intensa desde janeiro de 2021 (-5,0%)

09 fevereiro 2024 - 09h04Por Lucas de Andrade

O volume de serviços no Brasil apresentou variação de 0,30% em dezembro de 2023, segundo resultado positivo consecutivo, que representa o acúmulo de um ganho de 1,20% nos dois últimos meses do ano. O desempenho recupera parte da perda verificada no período entre agosto e outubro (-2,10%).

Já na comparação com dezembro de 2022, houve queda de 2,0%, a mais intensa desde janeiro de 2021 (-5,0%).

Mesmo assim, no acumulado de 2023, o setor fechou com alta de 2,30%, terceiro ano seguido de crescimento.

Por fim, no acumulado dos últimos doze meses, os serviços perderam fôlego, ao reduzirem a magnitude de crescimento de 3,10% em novembro para 2,30% em dezembro de 2023. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta sexta-feira (9), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).    

Com o acréscimo de 0,30% no mês de dezembro, o setor de serviços está 11,70% acima do nível de pré-pandemia de COVID-19 (fevereiro de 2020) e 1,70% abaixo do ponto mais alto da série histórica (dezembro de 2022).

A última vez que o setor de serviços havia crescido por três anos consecutivos foi no período de 2012 a 2014, quando acumulou um ganho de 11,30%.

No triênio mais recente, de 2021 a 2023, a expansão foi ainda mais expressiva, com avanço de 22,90%.

Cabe destacar, contudo, que o crescimento de 2,30% observado em 2023 foi o menos intenso da sequência. Em 2021, a alta foi de 10,90%, enquanto em 2022, de 8,30%.

“Em 2021 e 2022, houve uma construção de elevada base de comparação, explicada tanto pela retomada do setor após o período de isolamento da pandemia de Covid-19, mas, sobretudo, por conta dos ganhos extraordinários oriundos dos segmentos de serviços de tecnologia da informação e o do transporte de cargas”, esclarece Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa.