
Os mercados globais operam sob forte expectativa nesta quinta-feira (22), com a divulgação de dados-chave da economia dos Estados Unidos e números relevantes no Brasil. Indicadores de inflação, crescimento econômico e arrecadação entram no radar dos investidores e prometem mexer com câmbio, juros e Bolsa ao longo do dia.
PIB e inflação nos EUA concentram atenções
O principal destaque da agenda internacional é a divulgação do PCE, índice de inflação preferido do Federal Reserve (Fed). O dado, referente a novembro, chega ao mercado após atraso provocado pelo shutdown do governo norte-americano, encerrado no mês passado.
Além da inflação, os investidores acompanham a leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA do terceiro trimestre, com expectativa de crescimento anualizado de 4,3%. O número pode reforçar — ou desafiar — a narrativa de uma economia ainda aquecida, mesmo em um cenário de juros elevados.
Também estão previstos os pedidos semanais de auxílio-desemprego, que ajudam a calibrar as apostas sobre os próximos passos da política monetária americana.
Temporada de balanços movimenta Wall Street
A agenda corporativa segue intensa. Empresas como General Electric, Intel e Procter & Gamble divulgam seus resultados do último trimestre do ano. Na véspera, Johnson & Johnson e Charles Schwab apresentaram números acima das expectativas.
A Johnson & Johnson, inclusive, revisou para cima suas projeções de vendas e lucro, mesmo após impactos relevantes relacionados a acordos no setor farmacêutico nos Estados Unidos.
Ibovespa renova recordes e olha para Brasília
No Brasil, o Ibovespa vem de mais um dia histórico. O índice superou os 171 mil pontos, renovando máximas com apoio do fluxo estrangeiro, queda do dólar e alívio nas tensões geopolíticas globais.
No campo doméstico, o foco do mercado se volta para a arrecadação federal de dezembro e o balanço do ano de 2025, que será detalhado pela Receita Federal em entrevista coletiva ao longo do dia.
Agenda política entra no radar
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre uma série de compromissos em Brasília, incluindo reuniões com ministros e integrantes da Secretaria de Comunicação Social. Já o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de encontros institucionais e da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), o que mantém os investidores atentos a eventuais sinais sobre política fiscal e monetária.
Tensão internacional e impacto nos mercados
No cenário externo, declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ajudaram a aliviar momentaneamente as tensões entre EUA e Europa após o recuo em ameaças tarifárias. Ainda assim, o noticiário internacional segue volátil, com temas geopolíticos e comerciais influenciando o apetite ao risco.