Os juros futuros fecharam em alta nesta sexta-feira (11), segundo reportagem do Money Times com informações do Estadão Conteúdo, em uma sessão guiada pela cautela com o noticiário político. As taxas chegaram a cair no início do dia, depois do IPCA de agosto, mas o sinal inverteu ao longo da tarde.

A taxa do DI para janeiro de 2027 ficou perto da estabilidade, a 13,586%, contra 13,585% do ajuste anterior. O vencimento de janeiro de 2029 encerrou a 13,835%, e o de janeiro de 2036 subiu a 14,160%, ante 14,120% do fechamento precedente.

A mudança de humor veio após o presidente do STF, Edson Fachin, dar 24 horas de prazo para que o ministro André Mendonça retirasse o sigilo do caso Master. Mendonça liberou parte do processo na noite de quinta-feira, mas manteve sob reserva a apuração sobre o custeio do filme Dark Horse, que envolveria repasses do ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro, em favor do candidato Flávio Bolsonaro. Com a expectativa de novas revelações no fim de semana, o mercado reduziu posições de risco.

Disputa segue indefinida

O economista-chefe da CVPAR, Marcelo Fonseca, avalia, na reportagem, que o mercado pode ter exagerado no apetite a risco nos últimos dias. Ele diz que a eleição continua sem favorito definido e cita a plataforma Polymarket, na qual a oposição mantém 52% de chance de vitória, 10 pontos porcentuais acima de Lula. O STF marcou sessão extraordinária para 15 de setembro, data que o economista vê como decisiva para a corrida presidencial.

Mais cedo, o IPCA de agosto havia dado alívio à curva, com deflação de 0,32% e moderação em núcleos e serviços. O economista-chefe do Barclays para o Brasil, Roberto Secemski, projeta, conforme o Money Times, corte de 0,25 ponto porcentual na Selic na quarta-feira, para 13,75%, sem descartar novas reduções de 25 pontos-base nas próximas decisões do Copom. Nos EUA, o CPI de agosto avançou 0,4% no mês e 3,4% em 12 meses, em linha com o esperado, reforçando apostas de aperto pelo Fed.