O Federal Reserve elevou os juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto nesta quarta-feira (16), segundo o g1. A taxa básica americana passa a ficar entre 3,75% e 4% ao ano, no primeiro aumento desde julho de 2023 e em linha com o que o mercado projetava.

A alta encerra cinco reuniões seguidas sem alteração nas taxas. Entre os motivos está o salto das cotações do petróleo, pressionadas pelo acirramento das tensões no Oriente Médio, que reforçou a preocupação do Fed com a inflação. Esta foi a terceira reunião comandada por Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para presidir a instituição.

No comunicado, o Fomc afirmou que a economia americana continua crescendo em ritmo sólido e que os gastos das famílias seguem resistentes, apesar da incerteza provocada por eventos geopolíticos. O comitê lembrou que sua dupla missão é controlar a inflação e favorecer o emprego máximo, e destacou ainda a produtividade forte e os investimentos robustos das empresas.

Sobre o mercado de trabalho, o Fomc disse que a criação de vagas acompanha o avanço da força de trabalho e que o desemprego variou pouco. Dados do Departamento do Trabalho apontam 162 mil postos abertos nos EUA em agosto, contra 21 mil em julho, com desemprego de 4,1%.

O CPI de agosto registrou alta de 3,4% em 12 meses. Na avaliação do comitê, a inflação segue elevada e o aperto contribui para um retorno mais rápido ao alvo de 2%.

Efeito no Brasil

Com a taxa mais alta, os títulos do Tesouro dos EUA ficam mais atrativos e atraem capital externo, o que sustenta o dólar. Isso tende a diminuir a entrada de recursos no Brasil e a enfraquecer o real, com pressão sobre os preços internos.

Segundo o g1, o Copom deve cortar a Selic em 0,25 ponto nesta quarta-feira (16), de 14% ao ano para 13,75%, com decisão prevista para as 18h30.