O Federal Reserve aprovou nesta quarta-feira seu primeiro aumento de juros em mais de três anos e indicou que outro pode vir ainda neste ano, segundo a CNBC. O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) votou por unanimidade, 12 a 0, para elevar a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano.
No comunicado divulgado após a reunião, o comitê afirmou que “a inflação segue elevada” e que a medida favorece um retorno mais rápido à meta de 2%. Segundo a CNBC, os mercados já precificavam chance superior a 90% de alta, embora houvesse especulação sobre eventuais votos divergentes.
As projeções atualizadas mostram que a maioria dos dirigentes vê espaço para um novo aumento neste ano. No diagrama de pontos, 16 dos 18 participantes esperavam mais uma alta, e quatro deles consideravam a possibilidade de dois aumentos. Dois participantes previam parar em uma elevação. O presidente Kevin Warsh optou por não enviar sua projeção desde que assumiu o cargo.
O Fed também elevou levemente suas expectativas de inflação para este ano: o índice de preços PCE, na leitura cheia, é projetado a 3,7%, e o núcleo, que exclui alimentos e energia, a 3,4%, ambos 0,1 ponto percentual acima da atualização de junho. A meta de 2% não deve ser alcançada antes de 2029, ainda que o comitê projete queda forte em 2027, para 2,3% no índice cheio e 2,5% no núcleo. A projeção para o desemprego caiu para 4,1%, 0,2 ponto abaixo de junho.
Nos mercados, os rendimentos dos Treasurys já vinham subindo. O juro do papel de 10 anos avançou cerca de 0,25 ponto desde o discurso de Warsh no simpósio de Jackson Hole, em 28 de agosto, e acumula alta de aproximadamente um ponto desde a mínima de fevereiro, segundo a CNBC. A taxa média do financiamento imobiliário de 30 anos subiu para 7,19%, alta de 38 pontos-base desde Jackson Hole e de mais de um ponto em relação a um ano antes, de acordo com a Mortgage News Daily.





