O fracasso do CLARITY Act em avançar no Senado dos Estados Unidos deve pesar mais sobre a Coinbase do que sobre outras companhias do setor, segundo o Cointelegraph. A leitura é do Saxo Bank, para quem a exchange é a empresa com maior exposição às normas que organizam o mercado norte-americano de ativos digitais.
Em nota divulgada na quarta-feira, o estrategista Ruben Dalfovo afirmou que a proposta pode definir quais exigências de registro valem para as empresas, quais ativos ficam liberados para negociação e quem pode operar nos mercados de cripto dos EUA — pontos que, segundo ele, afetam em cheio o negócio de negociação da exchange.
O estrategista vê diferenças entre as companhias: a Circle (CRCL), emissora da stablecoin USDC, tem resultado ligado à adoção do token e aos juros sobre suas reservas, enquanto a Strategy (MSTR) é movida sobretudo por suas posições em Bitcoin e por sua estrutura de financiamento.
As três ações recuaram entre 5% e 10% depois da votação processual no Senado, com o recuo prosseguindo no início da quarta-feira, entre 2% e 6%, segundo dados do Yahoo Finance.
A proposta não alcançou os 60 votos necessários: o placar foi de 49 a 50 contra o encerramento do debate. Concessões de última hora não foram suficientes para destravar a discussão sobre exigências de ética para autoridades públicas. Com as eleições de meio de mandato marcadas para 3 de novembro e o fim dos trabalhos legislativos previsto para 18 de dezembro, a janela para ressuscitar o projeto neste ano é estreita.





