Cédulas de real com gráfico financeiro ilustrando volatilidade dos investimentos em 2026
Expectativas para 2026 indicam crescimento, mas com oscilações nos mercados

Após um ano de forte desempenho dos mercados, 2026 começa com projeções favoráveis para os investimentos, especialmente em ativos de risco. Analistas, no entanto, destacam que o cenário deve seguir marcado por volatilidade, influenciada tanto por fatores domésticos quanto internacionais.

Relatórios recentes de casas de análise indicam que o ambiente ainda é construtivo para a bolsa brasileira, impulsionado pela expectativa de queda dos juros e pela melhora do fluxo de capital estrangeiro. Mesmo assim, o ano exige atenção redobrada diante de incertezas políticas e macroeconômicas.

Fluxo estrangeiro e desempenho da bolsa

Um dos principais destaques do último ano foi o aumento do fluxo de investidores estrangeiros para a bolsa brasileira. A combinação de um dólar mais fraco e a redução do chamado “excepcionalismo americano” levou parte do capital global a buscar oportunidades em mercados emergentes, como o Brasil.

Esse movimento contribuiu para a valorização do Ibovespa em 2025, com ganhos próximos de 34%. O bom desempenho não ficou restrito à renda variável: ativos de crédito isentos de Imposto de Renda também registraram forte demanda, favorecidos pelo patamar elevado dos juros.

Queda da Selic entra no radar

Para 2026, a expectativa predominante é de início de um ciclo de cortes na taxa Selic. Projeções apontam que a taxa básica pode encerrar o ano em torno de 12% ao ano, o que tende a beneficiar ativos de risco, como ações, e títulos prefixados.

Analistas avaliam que os cortes devem ocorrer de forma gradual e podem ser interrompidos temporariamente em função do calendário eleitoral, a fim de evitar pressões inflacionárias e ruídos no mercado.

Eleições devem aumentar a volatilidade

O cenário político aparece como um dos principais fatores de risco para os mercados em 2026. A proximidade das eleições tende a aumentar a volatilidade dos ativos, especialmente diante da possibilidade de mudanças na condução da política econômica.

Apesar disso, parte do mercado avalia que uma eventual alternância de poder pode destravar valor para os ativos brasileiros, ainda que o caminho até o pleito seja marcado por oscilações e incertezas.

Estados Unidos e juros globais no foco

No exterior, o foco dos investidores permanece na política monetária dos Estados Unidos. A expectativa é de que o Federal Reserve promova ao menos dois cortes de juros ao longo do ano, possivelmente após mudanças na composição do comando da instituição.

Esse movimento pode gerar impactos relevantes nos mercados globais, influenciando o dólar, os fluxos de capital e o apetite por risco em economias emergentes.

Renda fixa e ouro seguem no radar

Na renda fixa, a preferência dos analistas segue concentrada em títulos indexados à inflação e prefixados, considerados mais atrativos em um cenário de queda dos juros. Já entre os ativos alternativos, o ouro continua sendo citado como instrumento de proteção diante de um ambiente global mais instável.