
A inflação na Argentina acelerou em março de 2026, atingindo 3,4% no mês, alta ante o índice registrado em fevereiro. O dado foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estadística y Censos (INDEC) e reacende a atenção dos mercados sobre a trajetória de preços no país vizinho.
Variação anual ainda em desaceleração
Na comparação anual, a inflação argentina chegou a 32,6% em março, recuando frente aos 33,1% registrados em fevereiro. O movimento indica que, apesar da aceleração mensal, o ritmo de alta de preços no acumulado de 12 meses ainda aponta queda gradual.
Contexto do ajuste econômico
A Argentina atravessa um programa de estabilização econômica conduzido pelo governo de Javier Milei, que inclui corte de gastos públicos, desregulamentação e controle da base monetária. O objetivo central do plano é reduzir a inflação, que chegou a superar 200% ao ano em 2024.
A aceleração mensal de março pode estar relacionada a ajustes de preços regulados e à sazonalidade típica do período. Analistas acompanham de perto se o movimento é pontual ou sinaliza reversão da tendência de queda.
Impacto nos mercados
Investidores com exposição a ativos argentinos monitoram os dados de inflação como termômetro da sustentabilidade do programa econômico. Uma inflação mensal mais alta eleva o risco de desancoragem das expectativas e pressiona os juros reais no país. Para mais análises sobre macroeconomia internacional, acompanhe a cobertura da SpaceMoney.





