Em agosto, o IPCA caiu 0,32%, informou o IBGE nesta sexta-feira (11). O recuo ficou 0,39 ponto percentual aquém do avanço de 0,07% apurado em julho. No acumulado do ano, o indicador marca 3,11%, e, em doze meses, 4,22%.

Quatro dos nove grupos pesquisados caíram. Habitação teve a maior baixa, de 1,87%, a menor leitura para agosto desde o Plano Real. A energia elétrica respondeu pela principal pressão negativa do grupo, ao recuar 7,63% com o Bônus de Itaipu creditado nas faturas emitidas em agosto.

Transportes cedeu 0,86%, pressionado pelas passagens aéreas (-13,7%) e pelos combustíveis (-0,91%). Nos combustíveis, o etanol cedeu 3,95%, seguido por diesel (-0,80%) e gasolina (-0,59%). Comunicação registrou -0,09%. Já Alimentação e Bebidas teve deflação de 0,34%, após -0,67% em julho, com a alimentação no domicílio caindo 0,61%. As maiores baixas vieram de batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovo de galinha (-4,15%) e café moído (-1,86%). Na contramão, avançaram leite longa vida (+1,78%), frutas (+0,84%) e carnes (+0,61%).

Entre os cinco grupos em alta, Despesas Pessoais subiu 1,30% e deu a maior contribuição positiva do mês, de 0,13 ponto percentual, impulsionada pelo cigarro, que avançou 19,59% e respondeu sozinho por 0,11 ponto. Também subiram Artigos de Residência (0,64%), Educação (0,47%), Saúde e cuidados pessoais (0,23%) e Vestuário (0,12%).

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