O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) registrou alta de 0,51% na primeira quadrissemana de setembro de 2026, conforme divulgado nesta terça-feira (8) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado interrompe a trajetória de queda observada no fechamento de agosto, quando o indicador havia recuado 0,37%.

Com a nova leitura, o índice acumula elevação de 3,78% em 12 meses. O movimento sazonal de preços no início do mês foi influenciado, sobretudo, pela mudança de direção do grupo Habitação, que passou de uma retração de 1,21% para uma expansão de 1,80% no período analisado.

Aceleração em Habitação e alívio parcial em outros grupos

Além da forte virada do grupo Habitação, a FGV identificou avanço ou desaceleração das quedas em outras seis das oito classes de despesa que compõem o indicador. Saúde e Cuidados Pessoais passou de 0,27% para 0,29%, enquanto Comunicação saiu de uma variação negativa de 2,19% para um recuo de 0,05%.

O grupo Alimentação, um dos mais relevantes para o orçamento das famílias, voltou a apresentar variação negativa, mas com intensidade menor: de -0,47% para -0,07%. Na mesma direção, Vestuário passou de -0,58% para -0,20%, e Educação, Leitura e Recreação de -1,44% para -0,95%.

Despesas Diversas e Transportes perdem força

Na contramão, dois grupos mostraram arrefecimento na comparação com a leitura anterior. Despesas Diversas, que havia registrado forte alta de 3,38%, desacelerou para 2,89% na primeira quadrissemana de setembro. O grupo Transportes também perdeu ritmo, passando de 0,08% para 0,06%.

O resultado da primeira quadrissemana de setembro marca, portanto, uma inflexão relevante após a leitura negativa do encerramento de agosto, com destaque para o comportamento dos custos habitacionais e para o alívio menos intenso nos preços de alimentos.

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