O Federal Reserve (Fed) promoveu, na quarta-feira (16), o primeiro aumento dos juros nos EUA desde 2023, conforme noticiado pelo InvestNews. O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) votou 12 a 0 por uma elevação de 25 pontos-base, levando os Fed Funds ao intervalo de 3,75% a 4% anuais. A autoridade afirmou que a inflação permanece alta e que a medida deve acelerar a convergência para a meta de 2%. A decisão também sinaliza possível novo aperto ainda em 2026, após três cortes feitos no fim de 2025, quando o Fed tentou evitar piora no mercado de trabalho.
Antes do encontro, o mercado já dava mais de 90% de chance ao aperto, embora houvesse expectativa sobre votos divergentes. A medida contraria a defesa pública de Donald Trump por dinheiro mais barato. Em 13 de setembro, o presidente dos EUA disse que o país deveria ter o menor custo de crédito do mundo. O CPI de agosto subiu 0,4%; o núcleo avançou 0,3%, acima do esperado. O Fed justificou a alta por um motivo incomum: em vez de ignorar o choque de oferta, os dirigentes temem que a energia cara por muito tempo eleve as expectativas de inflação e contamine outros setores. A guerra no Irã pressionou os combustíveis, enquanto tarifas comerciais e gastos com inteligência artificial também são vistos como fatores de pressão.
O dot plot mostra 16 dos 18 participantes do FOMC prevendo pelo menos mais uma alta neste ano; quatro projetam dois aumentos adicionais, e dois esperam o fim do ciclo. Para 2027, oito dirigentes apontam nova elevação, seis manutenção e quatro cortes. As projeções de PCE para 2026 subiram para 3,7%, com núcleo em 3,4%; o Fed não espera o índice cheio na meta antes de 2029. A estimativa de desemprego caiu de 4,3% para 4,1%. Na reunião de julho, três integrantes já haviam votado por uma alta de 0,25 ponto. Nos mercados, o retorno dos Treasuries de dez anos avançou quase 0,25 ponto após a fala de Kevin Warsh, em 28 de agosto, e a média da hipoteca de 30 anos chegou a 7,19%. Juros mais altos nos EUA podem redirecionar capitais, alterar moedas e encarecer o crédito em outras economias.





