Wall Street em alta com alívio nos rendimentos dos Treasuries
Wall Street encerra pregão em alta com alívio nos rendimentos dos Treasuries

As bolsas de Nova York fecharam o pregão desta quarta-feira (2) em alta, impulsionadas pelo alívio no mercado de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. A trégua nos rendimentos dos Treasuries interrompeu a sequência de três quedas e levou quase todos os setores do mercado acionário americano ao terreno positivo, com exceção do segmento de real estate.

O Dow Jones encerrou com valorização de 0,56%, aos 53.061,95 pontos; o S&P 500 subiu 0,46%, para 7.666,60 pontos; e o Nasdaq avançou 0,45%, aos 26.217,828 pontos.

Alívio nos rendimentos dos Treasuries

O movimento ocorreu depois que o rendimento do título do Tesouro americano de 10 anos atingiu o maior nível desde novembro de 2023. Em seguida, os Treasuries inverteram o sinal e passaram a cair, o que foi lido como um alívio para os ativos de risco.

Mesmo com a trégua no mercado americano, a pressão seguiu presente em outros mercados de dívida. Os rendimentos dos títulos do Reino Unido, da Alemanha e da França continuaram pressionados, enquanto os papéis do governo japonês de 10 anos eram negociados próximos das máximas das últimas décadas.

Tensões entre Estados Unidos e Irã seguem no radar

No campo geopolítico, as atenções seguem concentradas no conflito entre Estados Unidos e Irã. O presidente Donald Trump declarou que o Estreito de Ormuz está sob controle norte-americano e voltou a defender a mudança da via marítima na região. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Washington continuará a pressionar Teerã.

Na madrugada desta quarta-feira, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou que as forças iranianas realizaram ataques simultâneos a bases dos Estados Unidos no Kuwait, na Jordânia, no Bahrein, nos Emirados Árabes Unidos e no Iraque.

O contrato do petróleo Brent para novembro, referência internacional, encerrou em alta de 1,03%, a US$ 95,63 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

ADP mostra desaceleração no emprego privado americano

No front macroeconômico, o Relatório Nacional de Emprego da ADP indicou criação de 38 mil postos de trabalho no setor privado dos Estados Unidos em agosto. O resultado veio abaixo da expectativa de economistas, que projetavam 48 mil vagas, e representou arrefecimento em relação a julho, cujo saldo foi revisado para 46 mil contratações.

O mercado agora aguarda o relatório de payroll, acompanhado de perto pelo Federal Reserve. Segundo a ferramenta Fed Watch, do CME Group, o cenário aponta para alta de juros já na reunião de setembro do banco central americano.