S&P 500 renova recorde com PPI estável em Wall Street
S&P 500 renova recorde de fechamento em Wall Street

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quinta-feira (13), com o S&P 500 renovando o maior nível de fechamento da história, impulsionado pela leitura benigna da inflação nos Estados Unidos, pelo alívio nas cotações do petróleo e pela recalibragem das expectativas para a política monetária do Federal Reserve. O Dow Jones subiu 0,13%, aos 53.840,08 pontos, o S&P 500 avançou 0,65%, aos 7.799,18 pontos, e o Nasdaq registrou alta de 0,81%, aos 26.803,025 pontos. Durante o pregão, o S&P 500 renovou a máxima intradia aos 7.816,70 pontos.

O movimento ocorreu em um ambiente de menor temor inflacionário, depois que o índice de preços ao produtor (PPI) veio abaixo do esperado e o índice de preços ao consumidor (CPI) confirmou leitura em linha com o mercado.

PPI estável em julho reforça leitura benigna

O PPI dos Estados Unidos ficou estável em julho, após queda revisada de 0,1% no mês anterior. Economistas consultados previam alta de 0,2%, depois de um recuo de 0,3% anteriormente divulgado para junho. No acumulado em 12 meses, o PPI subiu 4,7%, desacelerando ante a alta de 5,5% registrada em junho.

Na véspera, o CPI avançou 0,1% em julho, após recuo de 0,04% em maio. No acumulado de 12 meses, a inflação ao consumidor soma 3,4%, em linha com o esperado, mas ainda acima da meta de 2% perseguida pelo Fed.

Mercado adia alta de juros e reforça aposta em manutenção

Após a divulgação do PPI, o mercado adiou as apostas de alta dos juros pelo Fed para dezembro e passou a precificar apenas uma alta de juros. A leitura também elevou a chance de manutenção das taxas na próxima decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc). Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, mostrava 65,4% de probabilidade de juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, ante 59,4% no pregão anterior.

William Castro, estrategista-chefe da Avenue, avaliou que o resultado sinaliza que a pressão inflacionária observada nos últimos meses, intensificada pelo conflito no Oriente Médio e pelo avanço dos preços de energia, começa a perder força.

Alívio do petróleo contribui para apetite por risco

O alívio nos preços do petróleo também entrou no radar dos investidores, ao reduzir o temor de novas pressões sobre a inflação vindas do custo de energia. A combinação de indicadores mais comportados e queda da commodity ajudou a sustentar o apetite por risco nas bolsas americanas ao longo do pregão.

Cisco cai apesar de balanço com receita e lucro em alta

No cenário corporativo, o destaque negativo ficou com as ações da Cisco (CSCO), que recuaram 8,40%, para US$ 113,47, em movimento de realização de ganhos recentes após a divulgação do balanço do segundo trimestre. A receita da companhia subiu 18% entre abril e junho, para US$ 14,7 bilhões, enquanto o lucro líquido avançou 51%, para US$ 3,9 bilhões, ou US$ 0,97 por ação, ante US$ 2,6 bilhões, ou US$ 0,64 por ação no mesmo período do ano anterior.