
Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos recuaram nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, à medida que investidores ajustam suas posições antes da primeira reunião de política monetária do Federal Reserve sob a presidência de Kevin Warsh. O movimento ocorre em meio a sinais de arrefecimento das expectativas de inflação e de novas altas de juros, combinados com um acordo de paz provisório entre Washington e Teerã que alivia tensões geopolíticas e abre caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Impacto do acordo de paz Irã-EUA sobre os yields
O anúncio de um acordo de paz provisório entre os Estados Unidos e o Irã no último domingo trouxe um alívio imediato aos mercados de renda fixa. O entendimento prevê a extensão do cessar-fogo por 60 dias e a reabertura completa do Estreito de Ormuz para todo o transporte marítimo, sem a cobrança de pedágios iranianos. O presidente Donald Trump, durante a reunião do G7, confirmou que a estrutura de paz foi assinada e que uma cerimônia formal ocorrerá na sexta-feira em Genebra.
Diante desse cenário, a demanda por ativos de safe haven, como os Treasuries de longo prazo, diminuiu ligeiramente, mas o movimento de queda dos yields foi mais influenciado pela percepção de que o Fed adotará uma postura mais dovish. A redução dos prêmios de risco geopolítico contribuiu para a baixa volatilidade, permitindo que os yields corrigissem das máximas recentes.
Movimento nos yields e expectativas para o primeiro encontro de Warsh
O yield da nota de 10 anos, principal referência para o custo de endividamento do governo americano, caiu mais de 2 pontos-base, para 4,443%. O papel de 2 anos, mais sensível às decisões de curto prazo do Fed, recuou menos de 1 ponto-base, a 4,056%. Já o título de 30 anos registrou queda superior a 2 pontos-base, fechando a 4,944%. Um ponto-base equivale a 0,01%, e yields e preços movem-se em direções opostas.
O mercado agora volta suas atenções para o início do encontro de dois dias do Federal Reserve, que começa nesta terça e marcará a estreia de Kevin Warsh como chairman. Investidores aguardam sinais sobre o ritmo de aperto monetário diante da desaceleração da inflação e do cenário externo mais estável. A expectativa é de que o comunicado e a coletiva de imprensa possam trazer indicações sobre possíveis cortes de juros no segundo semestre.





