A Delta Air Lines (DAL) divulgou nesta sexta-feira (10) resultados do segundo trimestre que superaram as expectativas de Wall Street, impulsionados pela capacidade de repassar aos passageiros o aumento dos custos com combustível. O CEO Ed Bastian afirmou à CNBC que a companhia acredita que as tarifas elevadas são sustentáveis, mesmo com a recente queda nos preços do petróleo, aproximando a meta de lucro anual de 2026.
Resultados do segundo trimestre superam estimativas
A empresa reportou lucro ajustado por ação de US$ 1,56 no período de abril a junho, acima dos US$ 1,48 projetados por analistas consultados pela LSEG. A receita ajustada atingiu US$ 17,67 bilhões, também superando a previsão de US$ 17,53 bilhões. O desempenho reflete a forte demanda por viagens aéreas e a estratégia de precificação da companhia.
Para o terceiro trimestre, a Delta projeta lucro por ação entre US$ 2,00 e US$ 2,50, contra estimativa de US$ 2,02. A receita deve crescer na casa dos 15% em relação ao mesmo período de 2025. A empresa reafirmou o guidance anual de lucro entre US$ 6,50 e US$ 7,50 por ação, divulgado em janeiro.
Poder de precificação e disciplina do setor
Bastian destacou que a indústria aérea aprendeu com erros do passado e não deve expandir capacidade agressivamente quando o petróleo cair, o que sustenta as tarifas. “Acho que é sustentável”, disse o executivo, citando demanda robusta, opções diversificadas de assentos e uma disciplina setorial inédita.
A companhia conseguiu repassar integralmente o aumento dos custos com combustível, que atingiu máximas plurianuais no primeiro semestre. Mesmo com o recuo recente do petróleo, a Delta não vê necessidade de reduzir tarifas, mantendo a rentabilidade elevada.
O mercado reagiu positivamente aos números, com as ações da Delta operando em alta no pré-mercado. A empresa é a primeira das grandes aéreas americanas a reportar resultados do segundo trimestre, servindo como termômetro para o setor.





