A escalada no Oriente Médio após novas trocas de ataques entre Estados Unidos e Irã derrubou os principais índices de Nova York na quarta-feira (9). O movimento elevou o petróleo Brent para acima de US$ 100 por barril, ampliou a aversão a risco e concentrou no setor de energia os principais ganhos do pregão.
Wall Street recua e índices fecham no vermelho
O Dow Jones caiu 0,77%, aos 52.381,08 pontos. O S&P 500 recuou 0,48%, para 7.636,49 pontos, enquanto o Nasdaq encerrou em baixa de 0,64%, aos 26.253,34 pontos. O movimento refletiu o aumento da aversão ao risco após as trocas de ataques entre os dois países.
Brent supera US$ 100 e petroleiras sobem
O barril do Brent ultrapassou a barreira de US$ 100 e chegou a ser negociado acima de US$ 101 pela primeira vez desde julho. Na esteira da valorização da commodity, Chevron avançou 1,91%, enquanto a ExxonMobil subiu 2,24%.
Apple, Amazon e Nvidia recuam; Meta sobe com IA
No setor de tecnologia, a Apple caiu 0,28%, no dia em que apresentou o primeiro iPhone dobrável em evento conduzido pelo CEO John Ternus, sucessor de Tim Cook. A Amazon recuou 1,78%, após analistas avaliarem o plano da companhia de captar 4 bilhões de libras esterlinas em sua primeira emissão denominada em moeda britânica. A Nvidia também fechou no vermelho, com baixa de 0,91%.
Na contramão, a Meta subiu mais de 6% e liderou os ganhos do Nasdaq 100 após anunciar o agente pessoal de inteligência artificial “Muse”. Na percepção de Wall Street, a controladora do Facebook está bem posicionada no avanço das compras online com IA.
Fitch vê risco de correção ligado à inteligência artificial
A Fitch Ratings divulgou, também na quarta-feira (9), um cenário hipotético que aponta para uma forte correção das bolsas americanas associada ao setor de inteligência artificial e à retração dos investimentos. O exercício descreve um quadro com recessão nos Estados Unidos e desaceleração acentuada da economia global.
O pregão terminou sob pressão dos riscos geopolíticos e da alta do petróleo, com os principais índices em queda e ganhos concentrados nas companhias do setor de energia.
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