Segundo a CNBC, a Arábia Saudita afirmou nesta quarta-feira que suas defesas aéreas interceptaram e destruíram um drone dos houthis antes que ele entrasse no espaço aéreo de Meca. O grupo rebelde apoiado pelo Irã rejeitou a versão saudita e classificou a acusação como uma mentira já conhecida.

O porta-voz da coalizão liderada pelos sauditas, Turki al-Malki, disse que a ação foi deliberada e buscou provocar milhões de muçulmanos, e afirmou que a segurança da cidade sagrada é uma linha vermelha, conforme a CNBC. Meca é o local mais sagrado do islã e centro da peregrinação anual do Hajj. A Organização para a Cooperação Islâmica condenou o episódio.

A Arábia Saudita emitiu um alerta de segurança em Meca na terça-feira, o primeiro desde 2017, quando os houthis tentaram atingir a área sagrada com um míssil balístico. O caso marca nova escalada no conflito no Iêmen e testa um pacto de defesa de um mês entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão.

Os houthis declararam um bloqueio à navegação saudita em julho e, no início de setembro, lançaram mísseis e drones contra alvos no reino. Riade também culpou uma milícia pró-Irã baseada no Iraque pelo ataque de sexta-feira que derrubou o oleoduto Leste-Oeste, colocando em risco 4 milhões de barris por dia. O Brent e o WTI ficaram perto de máximas de quatro meses, a US$ 107,8 e US$ 104,6 o barril, respectivamente. O analista Rory Johnston, do Commodity Context, disse à CNBC que a média de sete dias do trânsito pelo Estreito de Ormuz chegou a quase 12 milhões de barris por dia até domingo, ainda menos de 60% dos níveis anteriores à guerra.