
O dólar à vista (USDBRL) avançou mais de 1% nesta terça-feira (19) e atingiu R$ 5,05, pressionado pela combinação de fatores domésticos e externos: pesquisa AtlasIntel/Bloomberg que aponta crescimento da rejeição do pré-candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o fortalecimento da moeda americana no exterior diante das incertezas geopolíticas em torno de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã.
Cenário eleitoral pressiona o câmbio
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg trouxe dados que alteraram a percepção do mercado sobre o cenário político brasileiro para 2026. O levantamento indica aumento da rejeição de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidência da República, o que reacendeu o debate sobre a fragmentação do campo conservador e as incertezas quanto à disputa eleitoral.
Movimentos de câmbio associados a pesquisas eleitorais são comuns em economias emergentes. Investidores utilizam as sondagens como termômetro de risco político, ajustando posições conforme o grau de previsibilidade do ambiente institucional.
Dólar forte no exterior amplifica o movimento
No plano internacional, o dólar operou em alta frente às principais moedas emergentes. O catalisador foi a incerteza em torno das negociações entre Washington e Teerã sobre um acordo nuclear. A perspectiva de escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio reduziu o apetite por risco global, favorecendo a busca por ativos de segurança, incluindo o dólar americano.
Efeito nas moedas emergentes
Moedas de países emergentes, como o real brasileiro, tendem a se desvalorizar quando o dólar se fortalece globalmente. O movimento observado nesta sessão segue esse padrão, com o real cedendo terreno tanto por pressão externa quanto por fatores domésticos.
Dados do mercado às 12h37
Por volta de 12h37 (horário de Brasília), o dólar operava acima de R$ 5,05, com alta superior a 1% na sessão. O volume de negócios indicava liquidez compatível com um movimento direcional relevante, sem sinais de intervenção por parte do Banco Central do Brasil até aquele momento.
Para acompanhar a evolução do câmbio e outros indicadores da macroeconomia brasileira, o monitoramento contínuo das variáveis externas e do noticiário político segue sendo determinante para a precificação do risco-país.





