
Na terça-feira (13), o dólar comercial fechou com variação de -0,1%, valendo R$5,3728, após ter começado o dia cotado a R$5,3729.
O dólar iniciou nesta quarta-feira (14) cotado a R$5,3728.
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Confira a cotação do dólar em tempo real
Agenda de hoje – quarta, 14 de janeiro de 2026
Exterior
- 00h00 – China – Balança comercial (dez)
- 05h15 – Zona do Euro – Discurso de Luis de Guindos, do BCE
- 10h30 – EUA – Índice de preços ao produtor (out)
- 10h30 – EUA – Vendas no varejo (nov)
- 16h00 – EUA – Livro bege
Brasil
- 10h00 – ANFAVEA – Produção de veículos (dez)
- 10h00 – ANFAVEA – Venda de veículos (dez)
- 14h30 – Banco Central – Fluxo cambial estrangeiro
Desempenho das moedas na sessão anterior
Na terça-feira (13), o dólar comercial fechou com variação de +0,1%, valendo R$5,3747, após ter começado o dia cotado a R$5,3784.
O que influencia o dólar hoje
O foco do dia recai sobre a combinação de riscos geopolíticos, agenda econômica nos EUA e política doméstica. A publicação da primeira pesquisa Quaest de 2026 concentra atenções no Brasil.
No exterior, dados como PPI, vendas no varejo, Livro Bege e discursos de dirigentes do Fed guiam o humor dos mercados. A temporada de balanços também ganha tração, com resultados de grandes bancos americanos.
As tensões no Irã adicionam volatilidade aos ativos globais, enquanto investidores adotam postura cautelosa à espera de novos desdobramentos.
Tensões no Irã pressionam mercados internacionais
Os futuros de Nova York operam em queda diante do temor de uma possível intervenção militar no Irã. A escalada das tensões geopolíticas aumenta a aversão ao risco antes da divulgação de indicadores dos EUA.
O presidente Donald Trump fez declarações duras contra o regime iraniano, incentivando manifestantes e ameaçando medidas severas em caso de repressão. O número de mortos nos protestos já ultrapassa 3 mil.
Um avião da Marinha americana sobrevoou a costa do Irã, reforçando o clima de instabilidade. O episódio mantém investidores atentos a novos sinais de agravamento do conflito.
Bolsas globais têm desempenho misto
Na Europa, os mercados operam sem direção única, refletindo a cautela global diante do cenário geopolítico e da agenda econômica americana. O ambiente segue marcado por seletividade entre setores.
Na Ásia, as bolsas fecharam mistas, com Tóquio renovando recorde histórico. Já a Bolsa de Seul atingiu sua nona máxima histórica, sustentada por fluxo positivo de investidores.
Na China, as exportações cresceram acima do esperado, sinalizando resiliência da economia apesar das tarifas impostas pelos Estados Unidos. O dado trouxe algum alívio ao sentimento regional.
Ibovespa deve ter fôlego limitado
No mercado doméstico, o Ibovespa tende a operar com cautela, acompanhando o desempenho de Wall Street. O ambiente externo desfavorável limita o apetite por risco nos ativos locais.
O EWZ, principal ETF brasileiro negociado em Nova York, registrou leve alta no pré-mercado. Ainda assim, o movimento não altera o tom defensivo predominante.
Investidores seguem atentos à combinação entre cenário internacional adverso e ruídos internos, o que reduz espaço para movimentos mais consistentes na bolsa.
Operação da PF e caso Master no radar
O mercado acompanha a nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas envolvendo o banco Master.
Entre os alvos está o banqueiro Daniel Vorcaro, que passou por busca e apreensão pela segunda vez. O caso ganhou relevância após declarações do ministro Fernando Haddad.
Segundo Haddad, o episódio pode configurar a maior fraude bancária da história do país. A avaliação aumenta a sensibilidade do mercado ao noticiário institucional.
Pesquisa eleitoral e movimentações políticas
A divulgação da pesquisa Quaest de dezembro mantém o presidente Lula liderando todos os cenários de primeiro e segundo turno. O levantamento marca o primeiro após Flávio Bolsonaro se lançar pré-candidato.
Na política, Lula nomeou Wellington César Lima e Silva como novo ministro da Justiça. O atual advogado-geral da Petrobras assume a pasta em momento sensível do calendário eleitoral.
O cenário eleitoral também considera a possível saída do governador Romeu Zema do cargo