Quarta-feira (16)

Dólar hoje: tensão com tarifas e inflação nos EUA ditam o ritmo do mercado

Tarifas de Trump, inflação nos EUA e disputa política no Brasil moldam o cenário cambial em dia de cautela nos mercados globais

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Dólar hoje
Dólar volta a subir com tensões comerciais enquanto mercado aguarda novos indicadores de inflação americana | Crédito: Freepik

Na última terça-feira (15), o dólar comercial fechou com variação de -0,6%, valendo R$5,5571, após ter começado o dia cotado a R$5,5896.

O dólar iniciou esta quarta-feira (16) cotado a R$5,5571. A princípio, o mercado aguarda novos indicadores para definir tendências.

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Agenda de hoje – quarta, 16 de julho de 2025

Exterior

  • 03h00 – Reino Unido – IPC (jun)
  • 06h00 – Zona do Euro – Balança Comercial (mai)
  • 09h30 – EUA – IPP (jun)
  • 10h15 – EUA – Produção Industrial (jun)
  • 15h00 – EUA – Livro Bege (jun)

Brasil

  • 14h30 – Bacen: Fluxo Cambial Estrangeiro (semanal)

Desempenho das moedas na sessão anterior

Na última terça (15), o dólar comercial (compra) fechou com queda de 0,5%, cotado a R$5,5580, após ter começado o dia cotado a R$5,5880. Em outras palavras, o mercado demonstrou leve otimismo na sessão.

O que influencia o dólar hoje?

O dólar hoje começa o dia sem direção clara, refletindo a combinação entre incertezas comerciais, indicadores de inflação e ruídos políticos no Brasil. Por isso, investidores mantêm cautela nas negociações.

Nos EUA, o foco está nos dados do Índice de Preços ao Produtor e na nova rodada de tarifas impostas por Trump, desta vez à Indonésia. Além disso, o mercado também aguarda o Livro Bege, que pode trazer pistas sobre os próximos passos do Fed.

No Brasil, a tensão entre Executivo e Legislativo ganhou um novo capítulo com a judicialização do IOF. Em paralelo, a PEC dos precatórios avança no Congresso.

Futuros dos EUA oscilam com inflação

Os índices futuros de Wall Street abriram o dia sem direção única, com leve viés negativo no Nasdaq e no S&P 500, e pequena alta no Dow Jones. Sem dúvida, essa divergência reflete incertezas no cenário econômico.

O mercado ainda digere os dados do CPI divulgados na véspera, que mostraram aceleração de preços em setores afetados por tarifas. Como resultado, investidores reavaliam estratégias.

A percepção de que o Fed manterá os juros inalterados nos próximos meses ganhou força, limitando o fôlego das bolsas. Apesar disso, alguns setores conseguem sustentar ganhos pontuais.

Trump impõe tarifa de 19% sobre a Indonésia

O presidente Donald Trump anunciou uma tarifa de 19% sobre produtos importados da Indonésia, como parte de um novo pacto comercial. Acima de tudo, a medida visa equilibrar a balança comercial americana.

O acordo também prevê punições a práticas de transbordo, visando conter desvios de produtos chineses via território indonésio. Em síntese, Washington busca fechar brechas em sua política protecionista.

Segundo projeções do Yale Budget Lab, a tarifa média dos EUA subirá para 20,6% com os acordos já firmados por Trump desde janeiro. Por fim, especialistas alertam para possíveis retaliações comerciais.

IPP e Livro Bege movimentam a agenda

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) dos EUA é o principal dado desta quarta-feira e pode influenciar apostas sobre juros. Bem como outros indicadores, o IPP oferece pistas sobre a trajetória inflacionária.

A projeção é de alta de 2,5% em 12 meses e 0,2% na variação mensal, o que indicaria continuidade da pressão inflacionária no atacado. Por outro lado, uma surpresa para baixo poderia aliviar temores sobre a política monetária.

Também será divulgado o Livro Bege do Fed, com uma visão mais qualitativa da economia americana, baseada em entrevistas e pesquisas regionais. Em conclusão, o documento pode confirmar ou desafiar narrativas sobre o estado atual da economia.

Governo aciona STF por IOF e PEC dos precatórios avança

O governo federal recorreu ao STF para tentar restabelecer o decreto do IOF, derrubado pelo Congresso, alegando violação da separação entre os Poderes. De acordo com a equipe econômica, a medida é essencial para o equilíbrio fiscal.

Durante audiência com Alexandre de Moraes, a AGU rejeitou negociação com o Legislativo e pediu urgência na decisão. Em contrapartida, parlamentares defendem suas prerrogativas constitucionais.

No Congresso, a Câmara aprovou em 1º turno a PEC que muda a regra de precatórios a partir de 2027, permitindo parcelamento e alívio fiscal gradual. Ainda assim, críticos apontam riscos de insegurança jurídica.

EUA investigam Brasil por prejudicar empresas de tecnologia

A Casa Branca iniciou uma investigação comercial contra o Brasil, acusando o país de prejudicar empresas americanas de tecnologia. Não apenas a política digital brasileira está sob escrutínio, como também acordos comerciais recentes.

A apuração ocorre sob a Seção 301 da lei de comércio dos EUA e pode resultar em novas sanções econômicas, além da tarifa de 50% já anunciada. Nesse sentido, a tensão diplomática entre os países tende a aumentar.

Washington acusa o Brasil de violar normas de transparência e favorecer parceiros comerciais em detrimento das “big techs“. Visto que o assunto envolve soberania digital, o governo brasileiro já prepara sua defesa.