
O dólar hoje opera em queda durante a sessão desta sexta-feira (7), impulsionado pela repercussão dos dados fracos sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos. O pregão cambial segue em andamento. Na parcial do dia, perto das 11h45, a moeda norte-americana registrava recuo de 0,24%, cotada a R$ 5,0945.
No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, registrava baixa de 1,20%, aos 173.434 pontos. Na véspera, o dólar comercial havia terminado o dia em queda de 0,06%, a R$ 5,1281, enquanto a bolsa recuou 0,09%, aos 177.726 pontos.
O impacto do relatório de emprego dos EUA no dólar hoje
O relatório de emprego norte-americano, conhecido como payroll, é o principal catalisador dos negócios no dia. O documento revelou que a economia dos Estados Unidos fechou inesperadamente 23 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola no mês de julho.
A perda de postos de trabalho reacendeu as discussões sobre os próximos passos da política monetária conduzida pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Com o mercado de trabalho emitindo sinais de enfraquecimento, aumentam as apostas de que a autoridade monetária opte por manter as taxas de juros inalteradas por um período mais longo.
Tensões no Oriente Médio e oscilação das commodities
No cenário geopolítico global, investidores continuam atentos aos desdobramentos no Oriente Médio. A notícia de que o parlamento do Irã estuda proibir a passagem de embarcações comerciais dos Estados Unidos, de Israel e de outros países considerados hostis pelo Estreito de Ormuz trouxe volatilidade aos mercados.
O canal é uma rota marítima estratégica por onde trafega cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo. O governo iraniano busca obter controle total sobre a entrada de embarcações na região.
Em meio ao receio de impactos na oferta global de energia, as cotações do petróleo operavam com volatilidade. Perto das 11h45, o barril do tipo Brent subia 0,08%, cotado a US$ 82,56. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, registrava alta de 0,25%, a US$ 77,48 o barril.
Lucro expressivo da Petrobras e balanços locais
No plano doméstico, o mercado repercute a temporada de resultados financeiros do segundo trimestre. A Petrobras divulgou na véspera um lucro líquido de R$ 52,4 bilhões, valor que representa um salto de 96,8% na comparação anual.
O desempenho da estatal foi alavancado pelo aumento do volume de produção, ampliação das exportações de petróleo e pela sustentação dos preços internacionais do produto. Outros balanços corporativos de peso também permanecem no radar dos agentes financeiros.
Desempenho das bolsas internacionais
Em Wall Street, os sinais de juros estáveis nos EUA trouxeram alívio para os índices acionários durante a manhã. Perto das 11h45, os principais indicadores operavam em alta:
- Dow Jones: +0,21%
- S&P 500: +0,58%
- Nasdaq Composite: +0,92%
Na Europa, os mercados também se beneficiaram do clima favorável vindo de Washington e fecharam em alta generalizada no período matutino:
- DAX (Alemanha): +0,92%
- CAC-40 (França): +0,35%
- FTSE 100 (Reino Unido): +0,49%
Na Ásia, o pregão encerrou majoritariamente no campo positivo. O índice CSI 300 avançou 0,9%, o SSEC em Xangai subiu 1,0% e o Hang Seng em Hong Kong subiu 0,5%. Por outro lado, o Nikkei do Japão recuou 0,12% e o Kospi da Coreia do Sul caiu 0,60%.
Desempenho acumulado do dólar hoje e do Ibovespa
Cotação e acumulados do dólar hoje
- Variação na parcial do dia: -0,24% (R$ 5,0945)
- Semana: +1,15%
- Mês: +1,15%
- Ano: -6,57%
Cotação e acumulados do Ibovespa
- Variação na parcial do dia: -1,20% (173.434 pontos)
- Semana: -0,15%
- Mês: +0,15%
- Ano: +10,30%





