
O dólar hoje registrou uma leve variação negativa frente ao real. O movimento acompanhou o recuo global da divisa norte-americana ante as principais moedas estrangeiras. O principal motor do mercado foi o otimismo em relação a um possível acordo geopolítico entre os Estados Unidos e o Irã.
Geopolítica alivia mercado de câmbio
Os investidores globais acompanharam de perto as recentes declarações do presidente norte-americano, Donald Trump. Em entrevista, ele afirmou que os negociadores de ambos os países estão se aproximando de um consenso para encerrar os conflitos.
Apesar do entusiasmo inicial, o cenário internacional ainda demanda cautela. Trump ponderou que o bloqueio militar aos navios iranianos no Estreito de Ormuz continuará em pleno vigor. A restrição só será revogada após a aprovação e certificação definitiva do tratado.
Mesmo com o ambiente nebuloso, os reflexos econômicos foram imediatos. O preço do petróleo Brent registrou queda expressiva de 5,96%, cotado a US$ 97,38 o barril. Paralelamente, os principais índices de ações na Europa fecharam em alta.
Liquidez reduzida por feriado nos EUA
O recuo do dólar hoje ocorreu em um pregão de liquidez restrita no cenário internacional. As negociações operaram em ritmo lento devido ao feriado do Memorial Day nos Estados Unidos, que paralisou as praças financeiras de Nova York.
Sob esse contexto, a moeda norte-americana perdeu sustentação globalmente. Ela recuou perante divisas fortes como o euro, a libra e o iene, além de perder terreno para moedas de países emergentes, como o peso chileno e o rand sul-africano.
Cotação do dólar hoje e fechamento
O dólar à vista encerrou o dia com uma baixa de 0,19%, cotado a R$ 5,0193. Com este resultado, a divisa passou a acumular uma desvalorização de 8,56% no ano de 2026 frente à moeda brasileira. Na última sessão de sexta-feira, a moeda havia registrado alta de 0,57%, negociada a R$ 5,0289.
No mercado futuro da B3, o contrato de dólar para junho cedeu 0,50%, cotado a R$ 5,0245. O volume financeiro ficou limitado a cerca de 125 mil contratos negociados até o fim da tarde.
Boletim Focus eleva projeções no Brasil
No panorama doméstico, os investidores analisaram a agenda macroeconômica local. O Banco Central divulgou o levantamento semanal do Boletim Focus, que trouxe novos ajustes nas projeções de mercado para o ano de 2026:
- Inflação: A mediana do mercado para o IPCA subiu de 4,92% para 5,04%, marcando a 11ª elevação consecutiva nas estimativas.
- PIB: A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto avançou de 1,85% para 1,89%.
- Taxa Selic: A projeção para a taxa básica de juros foi mantida estável em 13,25% ao ano.
- Câmbio: A estimativa para a cotação final da moeda norte-americana recuou de R$ 5,20 para R$ 5,17 por dólar.





