Detalhe de nota de dólar mostrando o U.S. Treasury, referência ao câmbio.
Reprodução: Canva

Na quinta-feira (15), o dólar comercial fechou com variação de -0,5%, valendo R$5,3694, após ter começado o dia cotado a R$5,3973.

O dólar iniciou nesta sexta-feira (16) cotado a R$5,3701.

Acompanhe nossa análise diária.

Confira a cotação do dólar em tempo real

Agenda de hoje – sexta, 16 de janeiro de 2026

Exterior

  • 00h00 – China – Presidente da China, Xi Jinping, e primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, se encontram em Pequim
  • 04h00 – Alemanha – Índice de preços ao consumidor (dez)
  • 11h15 – EUA – Produção industrial (dez)
  • 12h00 – EUA – Índice de confiança das construtoras (jan)
  • 13h30 – EUA – Vice-presidente de Supervisão do Fed, Michelle Bowman discursa sobre política monetária
  • 15h00 – EUA – Poços e plataformas de petróleo em operação (semanal)
  • 17h30 – EUA – Vice-presidente do Fed, Philip Jefferson discursa sobre perspectivas econômicas e implementação da política monetária

 Brasil

  • 08h00 – FGV – IGP-10 (jan)
  • 08h00 – FGV – IPC (semanal)
  • 09h00 – Banco Central – IBC-Br (nov)
  • 11h00 – Banco Central – Reunião trimestral do BC com economistas em São Paulo (grupo 02)
  • 11h30 – Banco Central – oferta de até 50 mil contratos de swap cambial (US$2,5 bilhões), em rolagem
  • – Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e presidente do Conselho Europeu, António Costa, encontram o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília

Desempenho das moedas na sessão anterior

Na quinta-feira (15), o dólar comercial fechou com variação de -0,6%, valendo R$5,3674, após ter começado o dia cotado a R$5,4010.

O que influencia o dólar hoje

O dia é marcado pela divulgação do IBC-Br, indicador crucial para o ajuste do orçamento e das projeções de corte da Selic. O dado chega após números robustos do varejo, sinalizando resiliência da atividade econômica.

No plano político, o presidente Lula tem agenda cheia, participando das comemorações dos 90 anos do salário mínimo. Seu encontro com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também está no radar, para discutir o acordo Mercosul-UE.

Enquanto isso, no exterior, a atenção se divide entre discursos de autoridades do Fed e tensões geopolíticas. Esses fatores combinados devem influenciar o humor dos mercados financeiros globais e locais ao longo desta sexta-feira.

Tensão geopolítica e Fed no radar

Os futuros de Nova York têm leve alta nesta manhã, mas as bolsas europeias recuam. O movimento reflete preocupação com questões geopolíticas que dominam o noticiário internacional.

Tropas europeias chegaram à Groenlândia, enquanto os EUA pressionam por sua aquisição. Paralelamente, um porta-aviões americano foi deslocado para o Oriente Médio, escalando as tensões com o Irã.

No radar dos EUA, estão os discursos de dois dirigentes do Federal Reserve hoje. O conselheiro Kevin Hassett, candidato a chefiar o Fed, defendeu a independência do BC, em meio à investigação contra Jerome Powell.

IBC-Br deve reforçar cenário de resiliência

O IBC-Br deve mostrar crescimento de 0,35% em novembro, após queda em outubro, impulsionado pelas vendas no comércio. O dado pode reforçar sinais de uma atividade econômica mais resiliente.

Essa força tende a pressionar para cima os juros futuros mais curtos. No entanto, corrobora a perspectiva de um início gradual dos cortes da Selic a partir do mês de março.

O tom positivo em NY e o avanço do petróleo podem favorecer o Ibovespa, que segue em território recorde. Investidores também repercutem o bom desempenho da produção da Petrobrás.

Reunião decisiva com liderança europeia

O presidente Lula se reúne hoje com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa. O foco do encontro é discutir os próximos passos do Acordo de Parceria Mercosul-União Europeia.

Contudo, Lula não deve viajar a Assunção para a futura assinatura formal do acordo. A missão de assinatura deve ser delegada ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

O encontro de hoje é considerado crucial para destravar as negociações do tratado, que está em discussão há anos. Seu resultado impacta diretamente as expectativas de longo prazo para o comércio exterior brasileiro.

Petróleo em alta e Petrobrás no foco

Os preços do petróleo seguem em alta, influenciados pela tensão geopolítica no Oriente Médio. O secretário de Energia dos EUA afirmou que o país obtém um preço 30% mais alto pelo cru venezuelano.

No front nacional, a Petrobrás fechou 2025 com produção acima das metas estabelecidas. Esta notícia positiva é repercutida pelos investidores e favorece o otimismo com a estatal.

O avanço da commodity no mercado internacional é um fator de suporte para o Ibovespa, mesmo com o cenário de aversão ao risco externo. O setor de energia permanece no centro das atenções.

Galípolo em evento e a sombra do Fed

Na agenda nacional, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa do evento dos 90 anos do salário mínimo. Sua presença é monitorada pelo mercado por eventuais sinais sobre política monetária.

Externamente, a atenção se volta para os discursos de duas autoridades do Federal Reserve dos EUA. Suas falas serão analisadas em busca de pistas sobre o futuro dos juros americanos.

A defesa da independência do Fed feita pelo conselheiro Kevin Hassett adiciona um elemento político à cena. O contexto monetário global impacta a percepção de risco sobre mercados emergentes como o Brasil.