Mãos contando notas de dólar americano refletindo a alta da cotação do dólar hoje.
Cotação do dólar hoje sobe com atenções do mercado voltadas para inflação e juros no Brasil e no exterior.

O dólar hoje opera em alta frente ao real, oscilando ao redor da estabilidade após uma abertura positiva. Às 9h36, o dólar à vista subia 0,17%, sendo vendido a R$ 5,213. A cotação chegou a bater R$ 5,21 nesta manhã.

Os investidores estão digerindo as projeções atualizadas do Banco Central do Brasil para os indicadores econômicos e os novos dados da inflação brasileira. No exterior, a moeda norte-americana também voltou a exibir ganhos ante as demais divisas.

O que movimenta o dólar hoje no Brasil

No cenário doméstico, a inflação é o principal foco de atenção. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,41% em junho de 2026. No acumulado de 12 meses, o avanço foi de 4,80%. Esse resultado de 4,8% em 12 meses é a maior variação acumulada desde outubro do ano passado.

O Relatório de Política Monetária, divulgado hoje, também influencia os negócios e as expectativas do mercado. O documento do Banco Central indicou que o risco de a inflação oficial estourar o teto da meta, que é de 4,5%, saltou de 30% para 79%.

Juros e perspectivas do Copom

A indicação do Comitê de Política Monetária (Copom) de que pode manter os juros inalterados no próximo encontro, marcado para agosto, impacta diretamente a cotação do câmbio. O mercado também repercute as falas de Gabriel Galípolo, que comenta o Relatório de Política Monetária, sendo seu primeiro pronunciamento sobre política monetária após a recente redução dos juros.

Dados econômicos impulsionam a moeda nos Estados Unidos

O cenário internacional pressiona a taxa de câmbio e fortalece o dólar globalmente. A inflação voltou a acelerar nos Estados Unidos. O núcleo da inflação PCE, que exclui componentes voláteis de alimentos e energia, subiu 0,3% em maio.

Na base anual, essa taxa ficou em 3,4%, em linha com as expectativas dos economistas consultados pela Reuters. O índice geral de preços de gastos com consumo (PCE) subiu 4,1% em maio na base anual. Esse índice atinge o maior patamar em três anos e está mais de duas vezes acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed).

PIB americano e política do Federal Reserve

A força da economia americana também sustenta a moeda. O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 2,1% em termos anualizados no primeiro trimestre. Esse resultado superou as estimativas, uma vez que economistas projetavam um avanço de 1,6%.

Devido a esses dados fortes, as expectativas do mercado mudaram. Os investidores agora preveem um aumento nas taxas de juros americanas já em outubro. Além disso, há uma probabilidade de 50% de um segundo aumento até o final do ano.

Bolsa brasileira e cenário corporativo

Apesar do avanço do dólar hoje, o Ibovespa apresenta abertura positiva no pregão. O mercado acompanha de perto as grandes operações corporativas.

A Braskem comunicou que iniciou um processo de mediação e protocolou um pedido de Tutela de Urgência Cautelar na Justiça de São Paulo, buscando proteção contra credores financeiros. Em outra frente, a Americanas é alvo de uma nova fase de operação da Polícia Federal, que cumpriu mandados de busca e apreensão contra os empresários Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira.

Por fim, o mercado monitora a situação no Oriente Médio e a cotação do petróleo, que chegou a ceder e voltar a patamares de preços anteriores aos conflitos recentes. O contrato futuro do barril Brent chegou a ser cotado a US$ 72,43 hoje.