Notas de cem dólares americanos representando a cotação do dólar hoje em baixa.
Cotação do dólar hoje registra queda com otimismo no exterior.

O dólar hoje opera em baixa em relação ao real nesta segunda-feira (25). O movimento decorre diretamente do aumento do apetite por risco nos mercados globais, impulsionado pela forte expectativa de um acordo definitivo para encerrar a guerra no Irã.

No ambiente doméstico, os investidores concentram as atenções nas agendas oficiais do Banco Central e do Ministério da Fazenda. Contudo, a liquidez das negociações permanece reduzida por conta do feriado de Memorial Day, que deixa as bolsas de valores à vista fechadas nos Estados Unidos.

Cotação do dólar hoje e desempenho do mercado comercial

Logo no início dos negócios, às 9h10, a moeda americana à vista registrava uma desvalorização de 0,54%, cotada a R$ 5,002 na ponta de venda. No balcão do dólar comercial, os valores de referência apontavam a compra em R$ 5,001 e a venda estabelecida em R$ 5,002.

A tendência de recuo também se refletiu nos derivativos da B3. O contrato de dólar futuro para junho — considerado o ativo de maior liquidez corrente no mercado brasileiro — operava em queda de 0,85%, negociado na casa dos R$ 5,007.

Feriado nos EUA limita volume de negócios

Apesar do viés de queda no preço do dólar hoje, o volume financeiro movimentado na sessão é contido. A celebração do feriado nacional de Memorial Day nos Estados Unidos paralisa os mercados acionários e de câmbio à vista em Nova York. Diante disso, as oscilações de preço locais tendem a ser mais agudas devido à menor profundidade de liquidez.

O principal vetor que sustenta a melhora dos ativos de países emergentes, como o Brasil, é o otimismo geopolítico no Oriente Médio. A possibilidade de resolução diplomática no Irã alivia o prêmio de risco global, enfraquecendo moedas consideradas refúgios seguros, como o próprio dólar.

Banco Central altera projeções macroeconômicas para 2026

Paralelamente ao comportamento do mercado de câmbio, os investidores digerem os novos dados macroeconômicos locais. Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (25) pelo Banco Central revelou uma deterioração nas estimativas inflacionárias para o longo prazo, embora a trajetória esperada para a moeda americana tenha melhorado.

A mediana das projeções do mercado financeiro para o IPCA de 2026 registrou a 11ª elevação consecutiva, subindo de 4,92% para 5,04%. Em contrapartida, as estimativas para a cotação do dólar ao fim de 2026 recuaram de R$ 5,20 para R$ 5,17 por unidade da moeda norte-americana, consolidando o movimento de baixa observado na última semana.

Ainda de acordo com o relatório do Banco Central, a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano de 2026 avançou discretamente, passando de 1,85% para 1,89%. A previsão para a taxa básica de juros (Selic) permaneceu inalterada e está mantida em 13,25% ao ano.