
O dólar hoje opera em forte trajetória de alta perante o real nesta sexta-feira (15). A valorização da moeda norte-americana é impulsionada por uma combinação de fatores internos e externos, com destaque para a pressão inflacionária nos Estados Unidos e o aumento da percepção de risco no cenário doméstico brasileiro.
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Às 9h13, a moeda à vista registrava um avanço de 1,03%, sendo negociada a R$ 5,039. O movimento acompanha o mercado futuro, onde o contrato para junho na B3 subia 1,10%, cotado a R$ 5,060.
Pressão inflacionária e Federal Reserve
O principal motor global para o avanço do dólar hoje é a escalada nos preços da energia no exterior. O encarecimento dos combustíveis e eletricidade alimenta as projeções de que a inflação nos EUA permanecerá resiliente por mais tempo.
Como consequência direta, investidores recalibram suas apostas sobre a conduta do Federal Reserve (Fed). Cresce o consenso de que o banco central americano poderá elevar as taxas de juros ainda este ano para conter os preços, o que atrai capital para os títulos do Tesouro dos EUA e fortalece a divisa globalmente.
Risco político pressiona câmbio interno
No Brasil, o cenário político contribui para a volatilidade. A percepção de instabilidade e incertezas institucionais faz com que investidores busquem proteção na moeda forte, acelerando a desvalorização do real.
Além disso, o mercado repercute indicadores econômicos locais, como os dados de serviços no Brasil, enquanto aguarda novos balanços da indústria norte-americana e pesquisas de opinião pública (Datafolha) previstas para o dia.
Atuação do Banco Central
Para tentar conter a volatilidade excessiva, o Banco Central do Brasil programou para as 11h30 um leilão de até 50.000 contratos de swap cambial tradicional. Esta operação visa a rolagem do vencimento previsto para 1º de junho, buscando oferecer liquidez ao mercado e suavizar as oscilações bruscas do dólar hoje.
Cenário Geopolítico
A cotação também sofre influência das tensões entre Estados Unidos e China. O governo norte-americano busca ganhos econômicos junto a Pequim, enquanto monitora a crise no Oriente Médio, especificamente em relação ao Irã e à segurança na navegação do Estreito, fator crucial para o preço do petróleo e, consequentemente, para a inflação global.





