
O dólar encerrou o pregão em queda nesta segunda-feira (13), quebrando a barreira psicológica dos R$ 5 pela primeira vez desde março de 2024. O movimento foi impulsionado por declarações do ex-presidente Donald Trump sobre uma possível retomada de diálogo entre os Estados Unidos e representantes do Irã, reduzindo a tensão no Estreito de Ormuz.
Alívio nas tensões geopolíticas derruba cotação
A moeda americana chegou a tocar a mínima de R$ 4,98 durante a tarde. No início do dia, o cenário era de aversão ao risco devido aos conflitos em torno do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do consumo global de petróleo. Contudo, a sinalização de Trump aos jornalistas de que teria sido procurado por autoridades persas inverteu a tendência do câmbio.
Às 16h31, o dólar recuava 0,29%, cotado a R$ 4,997. No acumulado do ano, a divisa já registra uma desvalorização de 9% frente ao real.
Impacto no fluxo de capitais e petróleo
Analistas apontam que a incerteza global gerou uma “rotação” de capital para economias emergentes como a brasileira. Com o endividamento elevado dos EUA e a imprevisibilidade do conflito, investidores trocaram posições em dólar por ações no Brasil, aumentando a oferta de moeda estrangeira no mercado local e pressionando a taxa para baixo.
Enquanto o dólar caía, os preços do petróleo subiram mais de 6% devido ao bloqueio parcial em Ormuz. Apenas 8 navios transitaram pela região nas últimas 24 horas, contra a média normal de 60 embarcações, evidenciando o gargalo logístico que mantém o alerta inflacionário aceso.
Recorde histórico no Ibovespa
O otimismo com a possível paz também ecoou na Bolsa de Valores. O Ibovespa superou a marca dos 198 mil pontos pela primeira vez na história, impulsionado pela entrada de investimento estrangeiro em renda variável. No mercado de criptoativos, o Bitcoin seguiu resiliente, sustentando-se acima dos US$ 70 mil apesar da pressão macroeconômica.





