
O mês de setembro chegou com a abertura do período de plantio e recolocou o acesso ao crédito rural entre os principais pontos de atenção do setor agrícola. O vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Arnaldo Jardim, afirmou que os recursos do Plano Safra ainda não estão chegando aos produtores na quantidade e na velocidade necessárias para o arranque da nova temporada.
Juros altos e fertilizantes pressionam o custeio
O alerta da FPA ocorre em um contexto de restrições ao custeio. Além da demora na renegociação de dívidas, o patamar atual de taxas de juros é apontado como fator que inibe o processo de plantio. A isso se somam restrições ao uso de fertilizantes, item de custeio com impacto direto na produtividade das lavouras.
A insegurança no acesso a recursos financeiros completa o quadro relatado pela FPA. O risco de falta de previsibilidade no crédito ocorre justamente na fase em que a condução da lavoura está sendo definida, o que pode comprometer o desempenho da próxima safra.
Monitoramento do Plano Safra ao longo de setembro
Arnaldo Jardim afirmou que, ao longo de setembro, será feito um acompanhamento sistemático da implementação do plantio e do desenvolvimento dos recursos do Plano Safra. O monitoramento terá como foco a aplicação de insumos, as linhas de crédito que apresentam melhor desempenho e os segmentos que respondem com mais precisão à liberação dos financiamentos.
Na avaliação do vice-presidente da FPA, esses fatores são cruciais para a projeção da próxima safra e para garantir que os investimentos necessários cheguem aos produtores na mesma dimensão exigida pela demanda.





