
O crédito imobiliário somou R$ 18,5 bilhões em março de 2026, com alta de 56,9% frente a fevereiro e avanço de 53,9% na comparação anual, impulsionado pelos desembolsos da Caixa Econômica Federal, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Caixa puxa expansão do crédito habitacional
A Caixa Econômica Federal foi o principal motor do resultado de março. O banco público ampliou de forma expressiva seus desembolsos no segmento habitacional, sustentando o ritmo de crescimento do setor mesmo em um ambiente de juros elevados.
O avanço mensal de 56,9% indica uma retomada intensa após um fevereiro mais fraco, padrão sazonal comum no mercado imobiliário brasileiro. Já o crescimento anual de 53,9% sinaliza expansão estrutural dos financiamentos no acumulado recente.
Contexto macroeconômico e desempenho setorial
O resultado ocorre em um cenário de pressão macroeconômica relevante, com a taxa Selic em patamar restritivo. Ainda assim, o crédito imobiliário manteve trajetória ascendente, sustentado pela demanda habitacional reprimida e pelo papel contracíclico da Caixa.
Papel da Caixa no financiamento habitacional
A Caixa detém historicamente a maior fatia do crédito imobiliário no Brasil. Em períodos de aperto monetário, o banco tende a ampliar sua participação relativa, já que opera com funding do FGTS e da poupança, parcialmente blindado do custo do crédito privado.
Volume acumulado no ano
O desempenho de março eleva a base de comparação para os próximos meses de 2026. O mercado imobiliário segue monitorando os próximos relatórios da Abecip para avaliar se o ritmo de março se sustenta ou se representa um pico pontual de desembolsos.
Dados da Abecip como termômetro do setor
A Abecip reúne os principais agentes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Seus relatórios mensais são referência para análise de tendências no financiamento habitacional e na atividade construtiva do país.





