
Os preços do petróleo encerraram a sessão desta sexta-feira (14) em alta, com os contratos mais líquidos do Brent voltando a frolar a marca de US$ 110 por barril. O movimento foi impulsionado por falas do presidente dos Estados Unidos que sinalizaram nova possível escalada do conflito no Oriente Médio e pela ausência de avanços concretos nas negociações geopolíticas entre Washington e Pequim.
Oriente Médio pressiona preços para cima
As declarações do presidente americano reforçaram o temor de uma escalada do conflito na região, que responde por parcela significativa da produção global de petróleo. Qualquer ameaça à estabilidade do fornecimento nessa área tende a ser rapidamente precificada pelos mercados de energia.
O impasse prolongado sem resolução diplomática mantém o prêmio de risco geopolítico embutido nos contratos futuros. Traders e fundos de hedge ampliaram posições compradas na expectativa de que a tensão persista no curto prazo.
Brent: referência global em foco
O contrato futuro do petróleo Brent, principal referência internacional, fechou próximo dos US$ 110 por barril. O nível representa um patamar psicologicamente relevante e que, se rompido de forma consistente, pode ampliar o movimento altista nas próximas sessões.
EUA e China sem acordo à vista
A falta de avanços nas negociações entre Estados Unidos e China adicionou pressão ao mercado. A disputa entre as duas maiores economias do mundo afeta as expectativas de demanda global por energia, mas o cenário de incerteza tem favorecido a alta dos preços no curto prazo, dado o peso do fator geopolítico sobre o fator fundamental.
Analistas apontam que enquanto não houver sinais claros de distensão entre os dois países, o mercado de





