
O petróleo recuou cerca de 4% nesta terça-feira (05/05) após os EUA e o Irã confirmarem a manutenção do cessar-fogo em vigor, sinalizando redução do risco geopolítico no Oriente Médio e aliviando o prêmio de risco embutido no preço do barril.
Cessar-fogo mantido apesar dos ataques dos Emirados
O movimento de baixa ocorreu mesmo com ataques registrados pelos Emirados Árabes Unidos na região. O mercado optou por precificar a continuidade do acordo diplomático entre Washington e Teerã como fator dominante, sobrepondo-se às tensões locais pontuais.
A leitura dos operadores é clara: enquanto o canal de negociação entre EUA e Irã permanecer ativo, o risco de uma escalada que comprometa o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo global — segue controlado.
Pressão adicional da oferta
Além do fator geopolítico, a queda reflete a pressão crescente do lado da oferta. A OPEP+ mantém sua trajetória de aumento gradual de produção, e estoques acima do esperado nos Estados Unidos continuam pesando sobre as cotações.
Analistas acompanham de perto o mercado de commodities para avaliar se o recuo representa uma correção técnica ou o início de uma tendência mais prolongada de desvalorização do barril.
Impacto nos contratos futuros
O contrato futuro do Brent para julho operou em queda expressiva, aproximando-se da faixa dos US$ 60 por barril. O WTI americano acompanhou o movimento, reforçando o sentimento baixista generalizado no mercado de energia.
Contexto macroeconômico reforça a baixa
O cenário macro também contribui para o recuo. Dados recentes de atividade industrial na China vieram abaixo do esperado, reduzindo as projeções de demanda por energia do maior importador de petróleo do mundo. Nos EUA, a perspectiva de manutenção de juros elevados pelo Federal Reserve limita o crescimento econômico e, por consequência, a demanda por combustíveis.





