segunda, 06 de dezembro de 2021
Empreendedorismo Sem GlamourCOLUNA

Empreendedorismo Sem Glamour

Renatta Alarcon

Publicitária, produtora de conteúdo feminino, empreendedora digital e CEO da Reaw

Empreendedora por livre e espontânea obra do destino

Sem ter planejado, deixei carreira bem-sucedida como executiva para desenvolver meu próprio negócio

10 novembro 2021 - 17h44
Empreendedora por livre e espontânea obra do destino

Olá! Bem-vinda à minha coluna aqui no Portal SpaceMoney. Primeiro, gostaria de me apresentar. Sou Renatta Alarcon, tenho 45 anos, sou mãe, publicitária, escritora e empreendedora há 15 anos. Sou apaixonada pela minha filha, por corrida e desafios.

Por fim — e também muito importante —, sou filha de professora de português e tenho paixão por escrever.
Também não foi por acaso que virei empreendedora. Os desafios sempre me atraíram, só não imaginava que viveria num desafio constante.

Essa coluna é para falar do empreendedorismo feminino, mas nada (ou quase nada) de glamour. Já adianto, vamos falar da vida real, do dia a dia e de tantas coisas que aprendi ao longo desses 15 anos empreendendo.

Espero que você, empreendedora ou não, que precisa de motivação e determinação todo santo dia, assim como eu, se identifique com os altos e baixos, minhas falhas, a ingenuidade que algumas vezes me levou a grandes tropeços e, ainda, entenda que errar faz parte da história (e como faz), mas que acertar também faz. 

Sucesso como executiva

Vou começar do começo, 15 anos atrás.

Publicitária, trabalhando numa editora de médio porte em São Paulo, tudo corria muito bem. Comecei como estagiária e fui crescendo com a empresa. Não demorou para ser reconhecida, e depois de 10 anos de muito trabalho, noites e noites viradas — estamos falando de uma revista semanal —, me tornei gerente de atendimento e produção, o cargo mais alto da empresa na época.

Grande conquista (na minha cabeça), era aonde, por muitos anos, eu quis chegar. Estava muito feliz e fazendo o que eu amava. Pelo menos era o que eu pensava.
Confesso que apesar de ajudar bastante em casa (morava com a minha mãe na época), ter economizado muito para comprar meu primeiro apartamento e trocar de carro naquele ano, eu não era a pessoa mais organizada e planejada quando se tratava de finanças.

Mesmo com tudo aparentemente maravilhoso, a empresa decretou falência no final de 2006. Era natal e eu tinha acabado de realizar dois objetivos: dar entrada no meu primeiro apartamento e comprar meu primeiro carro zero km – os dois comprados parcelados, aliás, seriam muitas parcelas pela frente.

Foi tudo pensado com calma? Foi. Mas, que falta me fazia um bom planejamento financeiro e entender mais de finanças...

Fiquei completamente perdida com a notícia da falência, sem saber o que fazer dali pra frente, sem reserva de emergência e com duas grandes dívidas em pleno final de ano, época em que dificilmente eu conseguiria me recolocar no mercado de trabalho.

Fui pra casa chorando tanto que, até hoje, não sei como cheguei inteira. Mas tinha uma missão muito mais importante naquele momento; omitir os fatos da minha mãe pelo menos até eu decidir ou saber o que fazer. 

Apesar de não ter culpa, me culpei muito e ainda fiquei com receio de que ela se chateasse.

Inspiração em Hollywood

Foi nessa tarde que minha vida mudou. Liguei a TV e ali paralisei vendo o filme “Hitch – conselheiro amoroso”, com Will Smith. Se você já assistiu sabe que o filme conta a história de um homem que ajuda as pessoas com conselhos amorosos, como profissão.

Em alguns minutos de filme, não tive dúvida. Liguei imediatamente para uma revista feminina de grande circulação e pedi para colocar um anúncio na parte de classificados — ali perto das cartomantes mesmo, onde conseguiria pagar.

Comprei um chip de celular, fui para o computador e criei eu mesma um anúncio de 3 linhas com a seguinte chamada:  SE VOCÊ TEM PROBLEMAS AMOROSOS, FALE COMIGO. 

Minha história de empreendedora começa a partir desse ponto da minha vida. Foi aqui que descobri por acaso minha paixão pelo empreendedorismo. 

O anúncio foi um sucesso e eu me tornei empreendedora naquele momento, por acaso, obra do destino, “porque tinha de ser” ou por qualquer motivo que você pense ser mais aplicável ao meu caso. Uma microempreendedora que começou fazendo algo que amava e que já fazia no dia a dia com muita naturalidade, mas que jamais imaginou transformar aquilo numa profissão.

Muita coisa mudou de lá pra cá. Por isso, comecei minha coluna contando essa parte da minha vida, para que você entenda a partir das próximas publicações todo o “meu caminhar” e os “porquês” da minha jornada no empreendedorismo.

A opinião e as informações contidas neste artigo são responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, a visão da SpaceMoney.

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