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Carol Stange

Educadora em finanças pessoais e criadora da marca “Como enriquecer seu Filho”.

O que fazer para não viver no limite do orçamento

Segundo o I-SFB, criado pela Febraban em conjunto com o Banco Central, 57% dos brasileiros correm risco de atingir situação financeira crítica

23 agosto 2021 - 14h14
O que fazer para não viver no limite do orçamento

Segundo o Índice de Saúde Financeira do Brasileiro (I-SFB), criado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em conjunto com o Banco Central, quase a metade da população corre o risco de atingir uma situação financeira crítica.

Em uma escala de 0 a 100 pontos – onde as faixas de saúde financeira se dividem em: ruim, muito baixa, baixa, ok, boa, muito boa e ótima –, a média brasileira foi de 57 pontos. A maioria dos entrevistados (48,3%) ficou entre as faixas “baixa” (primeiros sinais de desequilíbrio e risco de entrar em alto estresse financeiro) e “ruim” (círculo de fragilidade, estresse e desorganização financeira). 

Com quase metade da população em risco, seis em cada dez brasileiros consideram que a maneira como cuidam das suas finanças não lhes permite aproveitar a vida, pois, convivem com estresse financeiro diário, brigas familiares e o eterno jeitinho para fechar o mês com equilíbrio nas receitas e despesas. 

O I-SFB mede a saúde e o bem-estar financeiro dos brasileiros com base em cinco conceitos de saúde financeira no que se diz respeito à capacidade de cumprir com as obrigações financeiras correntes; ser capaz de tomar boas decisões financeiras; ter disciplina e autocontrole para cumprir objetivos e ter liberdade de fazer escolhas que permitam aproveitar a vida. 

A seguir, confira 3 dicas para iniciar a organização do orçamento doméstico: 

1. Mapeando as dívidas 

Um bom mapeamento de dívidas deve concentrar, em um documento, todas as dívidas contraídas pelo consumidor, estejam elas com o pagamento em dia ou não.

Nessa relação deve constar o “nome da dívida”, seu valor inicial, o valor dos juros cobrados e o valor para uma possível quitação. Ao final de cada dívida, é importante escrever também a motivo causador desse débito.  

2. Conheça a sua real capacidade de pagamento 

Qual a parcela real que um orçamento saudável aguenta? Sugere-se que não mais do que 30% das receitas estejam comprometidas com parcelamentos e financiamentos em geral.

Após o mapeamento das dívidas, é preciso fazer o fluxo de caixa, que nada mais é do que o registro das entradas (receitas) e saídas (despesas). De muito pouco adiantará entrar com uma proposta de quitação de dívidas sem conhecer os números que representam a sua vida financeira diária. 

3. A ordem é negociar 

Não é preciso esperar pelo atraso e inadimplência de contratos de financiamentos para procurar negociações.

Financiamentos de automóveis e de imóveis podem ser negociados dentro da própria instituição ou portados para outra que ofereça juros mais baixos e condições melhores em geral.

Dívidas "caras", que apresentam grandes cobranças de juros, e que colocam o patrimônio em risco devem ser priorizadas. 

Uma boa sugestão é aproveitar os feirões de negociação de dívidas oferecidos por grandes instituições financeiras que acontecem algumas vezes por ano, inclusive em ambiente on-line.

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