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Finanças em família

Carol Stange

Educadora em finanças pessoais e criadora da marca “Como enriquecer seu Filho”.

Cinco perguntas que você precisa responder antes de pedir um empréstimo

A melhor forma de evitar prejuízos financeiros é detalhar o motivo do empréstimo, conhecer as condições oferecidas pelo mercado e ter um plano B para fazer dinheiro extra.

12 março 2021 - 12h17
Cinco perguntas que você precisa responder antes de pedir um empréstimo

A maioria das pessoas se surpreende ao descobrir que é preciso investir um certo tempo de estudo antes de pedir por um empréstimo! A  grande verdade é que um empréstimo mal planejado arrasa com a vida financeira de quem já está em um momento frágil nas suas finanças. A melhor forma de evitar prejuízos financeiros nesse momento é detalhar o motivo do empréstimo, conhecer as condições oferecidas pelo mercado e ter, por que não, um plano B para fazer um dinheiro extra. Portanto, montei o roteiro a seguir especialmente para iluminar o caminho de quem está na dúvida se pede por um empréstimo ou não. 

1. É urgente? 

Saber o motivo para pegar dinheiro emprestado é essencial. Pedir um empréstimo para aproveitar a oportunidade de viajar com a turma do trabalho pode não ser a escolha mais sensata para o seu bolso. Um empréstimo custa caro, e mais à frente eu te ajudo mostrando outras opções de crédito que são, geralmente, mais baratas para o cliente final. 

2. De quanto e-xa-ta-men-te você precisa?

Não é incomum que quem precise de um empréstimo, acabe voltando da instituição financeira com mais crédito do que precisava. Isso pode acontecer por vários motivos: 

• Atingimento de metas do atendente da instituição financeira, que acaba dando aquela "incrementada" na proposta;
• Juros mais baixos a partir de x reais (outro incentivo para um "upgrade" no valor inicial)
• Pouco impacto desse dinheiro a mais na prestação apresentada; 
• Oportunidade de satisfazer desejos reprimidos.

A orientação que vale ouro aqui é saber exatamente de quanto é preciso e se manter firme, mesmo quando as "tentações" vierem. 

3. É possível fazer dinheiro de outra forma?

Particularmente eu gosto muito dessa pergunta porque todos nós temos nos nossos armários coisas que não usamos mais e que poderiam resultar em algum dinheiro interessante. Plataformas e apps de desapego funcionam de forma prática e eficiente: boas fotos, medidas detalhadas, preço atraente e retorno rápido às mensagens dos interessados costumam ser o suficiente para fazer sobrar espaço dentro de casa e renovar aquela energia parada que as coisas sem uso, carregam. 

Não desanime se o resultado da venda não for o suficiente para substituir o pedido de empréstimo. Esse dinheiro extra certamente ajudará a diminuir o valor total do pedido, e quanto menos dinheiro for solicitado ao banco ou instituição financeira, menos juros você pagará e mais rápido quitará esse contrato. 

4. São as melhores taxas de condições de mercado, de verdade?

Opções mais baratas em geral já foram pesquisadas? Crédito consignado (com ou sem garantia), refinanciamento de bens (casa ou carro), antecipação do Imposto de Renda ou 13o salário, e empresas especializadas em negociação de dívidas devem fazer parte da pesquisa. 

Lembre-se de, ao comparar as propostas no mercado, sempre considerar o mesmo montante e valor. Conhecer o CET (Custo Efetivo Total), que obrigatoriamente deve constar de forma clara nos contratos e apresenta todos os custos e taxas envolvidos na operação, também é altamente indicado. 5. 

5. Tem boas referências?

Nunca foi tão fácil tirar referências de uma empresa: Procon, Reclame Aqui e fóruns específicos na internet certamente ajudarão na tomada de decisão por determinada empresa. Além das referências, vale abrir o olho para solicitações de pagamento antecipado como para "análise de cadastro" ou "liberação antecipada de valores". Isso é prática abusiva e a empresa que faz esse tipo de proposta merece o registro de um Boletim de Ocorrência (BO) e denúncia no Procon. 
 

A opinião e as informações contidas neste artigo são responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, a visão da SpaceMoney.

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