segunda, 06 de dezembro de 2021
Educação Financeira nas EscolasCOLUNA

Educação Financeira nas Escolas

Ana Fátima C. de Campos

Professora e coordenadora do curso de Educação Financeira do ensino Fundamental I na Progress Educacional

A escola tem um papel fundamental para disseminar a educação financeira

Professores devem estimular uma nova mentalidade sobre a relação com o dinheiro e o planejamento do futuro

19 outubro 2021 - 14h49
A escola tem um papel fundamental para disseminar a educação financeira

Já existe um consenso, entre profissionais da educação, de que as crianças que têm uma rotina de cuidados e que seguem um planejamento diário de suas atividades, em diálogo com os pais, apresentam atitudes muito mais positivas em sala de aula. Essa troca de “direitos e deveres”, aprendidas na infância, possibilita conhecimento sobre os princípios e valores que regem cada família e passam a funcionar como um farol para a criança fazer escolhas que a conduzam para uma vida próspera e saudável.

Esses princípios e valores que passam da família para a criança, somados ao trabalho dos professores para disseminar conteúdos de educação financeira, vão ajudar na construção de uma sociedade mais equilibrada emocionalmente e, especificamente em relação às finanças, na conquista de objetivos pessoais, profissionais e no planejamento de vida a longo prazo. A conclusão é: pais, mães e professores têm o poder e a missão de educar os nossos futuros “brasileirinhos”.

A escola, especificamente, é um ambiente que estimula a ampliação da mentalidade e possibilita a criação de novas perspectivas para jovens e crianças, com relação ao futuro que querem conquistar.

Como iniciar a educação financeira nas escolas?

É possível  começar com atitudes simples em sala de aula. Os professores podem motivar os alunos, ajudando-os a refletirem sobre a realidade em que vivem e a agirem visando o bem-estar comum. Diante disso, os educadores podem também orientar os estudantes a realizarem diferentes campanhas, por exemplo, arrecadarem latinhas de alumínio e, com a venda, adquirirem jogos para a montagem da brinquedoteca ou algo que a turma deseje.

Outro exemplo é a realização da Feira de Trocas, cujo objetivo é praticar o escambo como era antes do surgimento do dinheiro.

Assim, as crianças compreendem a importância do trabalho coletivo, no qual todos contribuem para alcançar o mesmo objetivo, entendem o valor do dinheiro, compreendem questões fundamentais para a vida, ou seja, aprendem as funções do dinheiro, a diferença entre valor e preço, o valor da conquista e muito mais! Iniciativas como essas podem e devem se tornar rotineiras para que a vivência de novas práticas garantam novos e melhores resultados para todos.

Desde bem pequena, a criança começa a entender que é capaz de conquistar e lutar por algo; desenvolve competências, habilidades e, sobretudo, resiliência e responsabilidade. Aprenderá que nem sempre é fácil conquistar o que se deseja, mas sempre é possível!

 

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